Principais conflitos do mundo em 2026: as 6 guerras mais importantes explicadas
Ucrânia, Gaza, Sudão, Congo, Mianmar e Iêmen: causas, atores, recursos em disputa e consequências — com mapas, dica quente e um simulado de 15 questões com gabarito comentado para o ENEM, os vestibulares e os concursos militares.

📌 Neste guia
- 1. Por que existem guerras
- 2. O que é um conflito internacional
- 3. Como surgem as guerras
- 4. Mapa dos conflitos
- 5. Rússia × Ucrânia
- 6. Israel × Hamas e o Oriente Médio
- 7. Sudão
- 8. Rep. Dem. do Congo
- 9. Mianmar
- 10. Iêmen e o Mar Vermelho
- 11. Tabela comparativa
- 12. Linha do tempo
- 13. Consequências econômicas
- 14. Consequências humanitárias
- 15. Impactos para o Brasil
- 16. Dica quente
- 17. Simulado (15 questões)
- 18. Perguntas frequentes
O mundo vive hoje o maior número de conflitos armados desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Segundo o Programa de Dados sobre Conflitos de Uppsala (UCDP), 2025 fechou com 75 guerras ativas — recorde desde 1946. Entender as guerras atuais define o preço do combustível, o custo dos alimentos e o conteúdo que cai no ENEM e nos concursos.
Este guia reúne os 6 principais conflitos internacionais de 2026: Ucrânia, Faixa de Gaza, Sudão, República Democrática do Congo, Mianmar e Iêmen — com localização, causas, atores, recursos em disputa, situação atual e, sobretudo, como o tema cai nas provas.
🌍 Por que existem guerras?
Nenhuma guerra tem causa única. A Geografia Política mostra que os conflitos nascem do encontro entre disputas materiais (território, recursos, rotas) e disputas simbólicas (identidade étnica, religião, projeto nacional), mediadas por estruturas de poder — quem tem armas, aliados e controle do Estado. Reduzir um conflito a "ódio antigo entre povos" é o erro que as provas costumam desmontar: por trás de quase todo conflito há questões concretas — quem controla um porto, uma jazida de cobalto, uma rota de gás.
💡 Você sabia? O Conselho de Segurança da ONU tem 15 membros, mas apenas cinco são permanentes e têm poder de veto — estrutura de 1945 que reflete o mundo do pós-guerra, não o de hoje.
📖 O que é um conflito internacional?
É a disputa entre dois ou mais atores — Estados, grupos armados, organizações — que envolve o uso ou a ameaça de força e ultrapassa, em causas ou efeitos, as fronteiras de um único país. Três termos que as provas adoram confundir:
- Guerra interestatal: opõe dois ou mais Estados soberanos. Ex.: Rússia × Ucrânia.
- Guerra civil: dentro de um país, entre governo e grupos internos ou entre facções. Ex.: Sudão, Mianmar.
- Conflito internacionalizado: guerra civil na qual potências estrangeiras intervêm. É o formato mais comum hoje — RDC e Iêmen.
⚙️ Como surgem as guerras: os cinco motores
- Território e fronteiras: fronteiras impostas de fora geram instabilidade. Na África, o traçado da Conferência de Berlim (1884-1885) dividiu povos e reuniu rivais sob um mesmo Estado.
- Recursos naturais: petróleo, gás, água, minerais e terras financiam guerras. Quem controla uma mina ganha receita para armas — e o conflito se autoalimenta.
- Identidade étnica e religiosa: raramente é a causa original, mas costuma ser o combustível para mobilizar apoio e desumanizar o adversário.
- Disputa pelo poder do Estado: golpes e crises de sucessão abrem guerras civis (Mianmar, 2021; Sudão, 2023).
- Interesses de potências externas: EUA, China, Rússia, UE e potências regionais projetam poder por armas, sanções e diplomacia. Nenhum dos seis conflitos é puramente local.
🗺️ Mapa dos principais conflitos
Uma leitura cartográfica revela um padrão: os conflitos atuais se concentram numa faixa que vai da Europa Oriental ao Sudeste Asiático, passando pelo Oriente Médio e pelo Sahel africano — justamente onde estão as reservas de energia e minerais e as rotas marítimas mais movimentadas.
💡 Você sabia? O estreito de Ormuz tem cerca de 33 km de largura no ponto mais estreito — e por ali passa aproximadamente um quinto do petróleo consumido no mundo.
1️⃣ Rússia × Ucrânia
A Ucrânia ocupa posição estratégica entre a Rússia e a Europa Central, com litoral no Mar Negro e no Mar de Azov. Os combates concentram-se no leste (bacia do Donbass — Donetsk e Lugansk) e no sul, rumo à Crimeia, península anexada pela Rússia em 2014.
O conflito não começou em 2022: em 2014, após protestos que derrubaram um presidente alinhado a Moscou, a Rússia anexou a Crimeia e apoiou separatistas no Donbass. As causas combinam a resistência russa à expansão da OTAN a leste, a disputa sobre a orientação geopolítica da Ucrânia (UE ou esfera russa), o valor econômico do território e a leitura histórica do Kremlin sobre os povos eslavos. Do outro lado, a Ucrânia é sustentada por apoio militar e financeiro da OTAN e da UE.
A Ucrânia é o "celeiro da Europa" (trigo, milho, óleo de girassol); o leste concentra carvão, ferro e indústria pesada, e o Mar Negro dá acesso às rotas de exportação de grãos. Em 2026, a guerra se consolidou como conflito de atrito: avanços lentos, uso massivo de drones e ataques a infraestrutura energética dos dois lados.
2️⃣ Israel × Hamas: Gaza, Cisjordânia e o Oriente Médio
A Faixa de Gaza é uma estreita área costeira (~365 km²) no Mediterrâneo oriental, entre Israel e o Egito, uma das mais densamente povoadas do mundo. A Cisjordânia, separada de Gaza, fica a oeste do rio Jordão. As raízes contemporâneas remontam ao fim do Império Otomano, ao Mandato Britânico e ao Plano de Partilha da ONU de 1947. Permanecem sem solução: o estatuto de Jerusalém, os assentamentos, o direito de retorno dos refugiados e a viabilidade de um Estado palestino.
Em 7 de outubro de 2023, um ataque liderado pelo Hamas contra o sul de Israel matou cerca de 1.200 pessoas e resultou na captura de 251 reféns. A ofensiva israelense sobre Gaza tornou-se a mais letal da história do conflito. Vigora desde o fim de 2025 um cessar-fogo frágil, com violações registradas e reconstrução ainda mal iniciada.
O conflito nunca foi apenas bilateral: o Irã apoia o Hamas, o Hezbollah (Líbano) e os Houthis (Iêmen) — rede chamada de "eixo da resistência". Em 2026, a tensão escalou para confronto direto entre EUA e Irã, com o estreito de Ormuz no centro da disputa.
3️⃣ Sudão: a maior crise humanitária do mundo
O Sudão ocupa posição estratégica entre o Sahel e o Mar Vermelho. A guerra atual eclodiu em abril de 2023, quando ruiu a aliança entre dois generais: as Forças Armadas do Sudão (SAF), de al-Burhan, e as Forças de Apoio Rápido (RSF), grupo paramilitar de "Hemedti", herdeiro das milícias Janjaweed de Darfur. O estopim foi a disputa sobre a integração das RSF ao exército numa transição democrática que não se completou.
Em outubro de 2025, as RSF tomaram El Fasher, capital de Darfur do Norte, após meses de cerco. Uma missão independente da ONU concluiu que os crimes ali têm "características de genocídio", com ataques dirigidos às comunidades Zaghawa e Fur. O país possui ouro (financiamento das RSF), terras férteis no Nilo e litoral valioso no Mar Vermelho. Tornou-se a maior crise de deslocamento do planeta, com fome declarada em várias regiões.
4️⃣ República Democrática do Congo: a guerra dos minerais
O conflito concentra-se no leste, nas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, na fronteira com Ruanda e Uganda. As raízes remontam ao genocídio de Ruanda (1994), que transferiu tensões para o território congolês. Desde então, mais de cem grupos armados operam na região; o mais poderoso é o M23, formado majoritariamente por combatentes tutsis, reativado em 2021 — com apoio militar atribuído a Ruanda pela ONU (apoio que Ruanda nega).
A RDC é o maior produtor mundial de cobalto (baterias de íon-lítio) e um dos maiores de coltan (tântalo para eletrônicos), além de cobre, ouro, lítio e terras raras. O controle das minas — como a de Rubaya, sob o M23 — financia os grupos armados, o que transforma a mineração em objetivo militar.
💡 Você sabia? A China responde por cerca de 70% da mineração global de terras raras e por cerca de 90% do processamento — o que transforma minerais críticos em instrumento de poder.
5️⃣ Mianmar: a guerra civil esquecida do Sudeste Asiático
Mianmar faz fronteira com China, Índia, Tailândia, Laos e Bangladesh, com litoral no Índico. Sua posição oferece à China uma saída para o Índico que contorna o estreito de Malaca — daí os investimentos chineses em oleodutos e no porto de Kyaukphyu. Em 1º de fevereiro de 2021, os militares deram um golpe de Estado, derrubando o governo eleito. A repressão transformou o movimento pró-democracia em insurgência armada (as PDF), aliada a organizações étnicas históricas.
A junta organizou eleições entre o fim de 2025 e o início de 2026, consideradas sem legitimidade pela ONU. Análises de campo indicam que ela controla pouco mais de um quinto do território. Mianmar é um mosaico com mais de 130 grupos étnicos; entre eles, os rohingya, minoria muçulmana de Rakhine, alvo de perseguição sistemática e hoje o maior grupo de apátridas do mundo.
6️⃣ Iêmen: os Houthis, o Mar Vermelho e o comércio mundial
O Iêmen controla a margem oriental do estreito de Bab el-Mandeb — a entrada sul do Mar Vermelho, caminho obrigatório para os navios que seguem ao Canal de Suez. Em 2014, o movimento Houthi (zaidita, ramo do islamismo xiita) tomou a capital Saná; em 2015, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interveio. Configurou-se uma clássica guerra por procuração: Arábia Saudita (sunita) × Irã (xiita, apoiando os Houthis), sem confronto direto entre as duas potências.
Desde o fim de 2023, os Houthis atacam embarcações no Mar Vermelho, levando armadores a desviar navios para a rota do Cabo da Boa Esperança — o que alonga viagens e eleva fretes e seguros. O país acumula uma das piores crises humanitárias do mundo, com milhões dependentes de ajuda alimentar.
💡 Você sabia? A rota alternativa ao Mar Vermelho, contornando o Cabo da Boa Esperança, pode acrescentar de 10 a 14 dias à viagem entre a Ásia e a Europa.
📊 Tabela comparativa dos 6 conflitos
As estimativas variam conforme a fonte e a metodologia; os valores abaixo são ordens de grandeza consolidadas por organismos internacionais até meados de 2026.
| Conflito | Início | Principais grupos | Interesses | Participação externa | Situação em 2026 |
|---|---|---|---|---|---|
| Rússia × Ucrânia | 2014 / 2022 | Forças da Rússia e da Ucrânia | Grãos, energia, Mar Negro | OTAN e UE apoiam a Ucrânia | Guerra de atrito |
| Israel × Hamas | Out/2023 (raízes em 1948) | Forças israelenses, Hamas, Hezbollah | Território, segurança regional | EUA, Irã, Egito, Catar | Cessar-fogo frágil |
| Sudão | Abr/2023 | SAF × RSF | Ouro, terras, Mar Vermelho | Potências do Golfo, Egito | Risco de fragmentação |
| Rep. Dem. do Congo | Anos 1990 / 2021 | M23, forças congolesas, +100 milícias | Cobalto, coltan, ouro, lítio | Ruanda, EUA, China | Acordos contestados |
| Mianmar | Fev/2021 | Junta militar, PDF, exércitos étnicos | Gás, jade, terras raras | China, Rússia, ASEAN | Junta controla ~21% |
| Iêmen | 2014 | Houthis × coalizão saudita | Rota de Bab el-Mandeb | Arábia Saudita, Irã | Ataques à navegação |
🕰️ Linha do tempo (2014–2026)
- 2014 Rússia anexa a Crimeia e começa a guerra no Donbass. No Iêmen, os Houthis tomam Saná.
- 2021 Golpe militar em Mianmar (fevereiro). O M23 é reativado no leste do Congo.
- 2022 Invasão russa em larga escala da Ucrânia. Energia, trigo e fertilizantes disparam no mundo.
- 2023 Guerra civil no Sudão (abril). Ataque do Hamas a Israel em 7/10 desencadeia a ofensiva sobre Gaza. Houthis atacam navios no Mar Vermelho.
- 2025 M23 toma Goma e Bukavu. RSF conquistam El Fasher. Cessar-fogo em Gaza. UCDP registra 75 conflitos ativos, recorde desde 1946.
- 2026 Confronto direto entre EUA e Irã, com crise em Ormuz e alta do petróleo. Eleições contestadas em Mianmar. Missão da ONU aponta "características de genocídio" em El Fasher.
💹 Consequências econômicas globais
Conflitos se propagam pela economia mundial por preços, rotas e expectativas. O estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do petróleo comercializado; em momentos de tensão em 2026, o Brent ultrapassou US$ 120. Rússia e Belarus estão entre os maiores exportadores de fertilizantes, cuja produção nitrogenada depende de gás natural — de modo que a alta da energia chega ao adubo e ao preço dos alimentos. Cerca de 80% do comércio mundial em volume viaja por mar: quando o Mar Vermelho fica perigoso, os navios contornam a África, elevando fretes e seguros. A soma disso produz inflação global e fuga para ativos seguros (dólar e ouro).
🕊️ Consequências humanitárias
Segundo o ACNUR, o mundo encerrou 2025 com 117,8 milhões de pessoas em deslocamento forçado — a primeira queda em uma década, mas ainda um patamar considerado inaceitável; cerca de 58% permanecem dentro do próprio país. A distinção é decisiva: o refugiado cruza uma fronteira internacional e é protegido pela Convenção de 1951; o deslocado interno foge, mas permanece sob a jurisdição do Estado onde ocorre o conflito — muitas vezes o próprio agressor.
A fome contemporânea raramente decorre de escassez absoluta: é produzida pelo bloqueio de rotas, pela destruição de plantações e pelo impedimento à ajuda humanitária. A guerra urbana destrói hospitais, escolas e redes de água e energia. As crianças são as principais vítimas — desnutrição, interrupção escolar, recrutamento e trauma. O Direito Internacional Humanitário (Convenções de Genebra) tenta limitar a conduta na guerra, e tribunais como o TPI investigam crimes, mas esbarram na falta de força para executar decisões.
🇧🇷 Impactos dos conflitos para o Brasil
O Brasil não é parte em nenhum desses conflitos, mas sente seus efeitos. Segundo o Ministério da Fazenda (2026), cada alta de ~1% no petróleo tende a acrescentar cerca de 0,02 ponto percentual à inflação, principalmente pelo diesel — que encarece o frete de quase tudo. O país importa a maior parte dos fertilizantes que consome, o que eleva o custo de soja, milho e café. Como exportador de petróleo, minério e alimentos, o Brasil também pode ganhar com a alta das commodities: o resultado é ambíguo — melhora nas contas externas, pressão na inflação interna. A Constituição estabelece a defesa da paz e a não intervenção; o país busca papel de mediador e a reforma do Conselho de Segurança da ONU.
🔥 Dica quente para as provas
Prioridade de estudo: 1) Oriente Médio (Gaza + Irã + Ormuz); 2) Rússia × Ucrânia; 3) Congo e minerais críticos; 4) Iêmen e Mar Vermelho; 5) Sudão; 6) Mianmar. Treine as conexões: Ucrânia → fertilizantes → alimentos no Brasil; Congo → cobalto → carro elétrico; Iêmen → Bab el-Mandeb → frete → inflação; Irã → Ormuz → petróleo → IPCA. Foque em causas estruturais (não datas isoladas), consequências humanitárias e econômicas, e os limites das organizações internacionais (veto na ONU).
🎯 Simulado: conflitos do mundo (15 questões)
Questões no estilo ENEM, vestibulares e concursos militares. Marque uma alternativa em cada uma e clique em "Ver meu resultado" para a nota e o gabarito comentado.
A guerra entre Rússia e Ucrânia elevou os preços mundiais de fertilizantes já em 2022. A vulnerabilidade do Brasil descrita decorre principalmente da:
A RDC é o maior produtor mundial de cobalto e um dos maiores de coltan, mas tem baixíssimo IDH e guerras pelo controle das minas. Essa contradição é conhecida como:
Os estreitos de Ormuz e de Bab el-Mandeb, citados nas análises de segurança energética, são classificados como:
Na guerra do Sudão, o exército (SAF) enfrenta as RSF, e em Darfur os ataques atingem seletivamente comunidades como Zaghawa e Fur. Isso caracteriza o conflito também como:
Desde o golpe de 2021, a junta de Mianmar controla pouco mais de um quinto do território. Isso evidencia o enfraquecimento de qual atributo do Estado moderno?
O conflito no leste da RDC tem raízes no genocídio de Ruanda (1994), quando o deslocamento massivo pela fronteira reconfigurou as tensões. Conclui-se que os conflitos africanos contemporâneos frequentemente:
Desde 2023, os Houthis atacam navios no Mar Vermelho, provocando desvios das embarcações que passariam pelo Canal de Suez. O principal efeito econômico global é:
Em 2026, a alta do barril levou o Brasil a medidas para conter o repasse aos combustíveis e capturar receita das exportações de óleo cru. Para um país exportador, uma forte alta do petróleo tende a produzir efeitos:
A maioria das pessoas forçadas a fugir permanece dentro do próprio país. A distinção entre refugiado e deslocado interno é relevante porque os deslocados internos:
A guerra na Ucrânia levou a UE a buscar novos fornecedores de gás e a acelerar as renováveis. O processo é mais bem caracterizado como estratégia de:
Privados de cidadania pela legislação birmanesa e forçados a fugir em massa, os rohingya constituem o maior grupo mundial de:
No Iêmen, Arábia Saudita e Irã sustentam lados opostos do conflito sem se enfrentarem diretamente. Esse formato é denominado:
Sobre a questão israelo-palestina, é correto afirmar que:
Apesar de mediar negociações e autorizar missões de paz, a ONU muitas vezes não consegue impor o fim de uma guerra. A principal limitação institucional é:
O carro elétrico é símbolo de sustentabilidade no Norte global, mas suas baterias dependem do cobalto, majoritariamente extraído no leste da RDC, onde o controle das minas financia grupos armados. Isso evidencia:
❓ Perguntas frequentes
Quantas guerras existem no mundo atualmente?
Depende do critério. O UCDP, referência acadêmica, registrou 75 conflitos armados ativos em 2025 — o maior número desde 1946. A maioria são conflitos internos com participação estrangeira, não guerras clássicas entre dois Estados.
Qual é a maior guerra do mundo atualmente?
Em forças empenhadas e impacto geopolítico, a guerra entre Rússia e Ucrânia é a maior — o maior conflito convencional na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Já em sofrimento humano e deslocamento, o Sudão é hoje a maior crise humanitária do planeta.
Quais países estão em guerra em 2026?
Entre os principais focos estão Ucrânia, Faixa de Gaza e Cisjordânia, Sudão, República Democrática do Congo, Mianmar e Iêmen. Somou-se a esse quadro o confronto direto entre Estados Unidos e Irã.
Qual conflito é mais cobrado no ENEM?
Historicamente, os do Oriente Médio (sobretudo a questão israelo-palestina) e a guerra na Ucrânia. O ENEM cobra causas estruturais, consequências humanitárias e impactos econômicos, a partir de textos, mapas ou charges.
Qual conflito envolve minerais estratégicos?
O da RDC. O país é o maior produtor mundial de cobalto e um dos maiores de coltan — minerais essenciais para baterias e eletrônicos. O controle das minas no leste financia grupos armados.
Qual guerra influencia o preço do petróleo?
As do Oriente Médio, sobretudo por causa do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado. Em 2026, a escalada entre EUA e Irã levou o Brent a ultrapassar US$ 120 em alguns momentos.
Qual guerra influencia o preço dos fertilizantes?
A da Ucrânia teve o efeito mais direto, porque Rússia e Belarus estão entre os maiores exportadores. Os conflitos no Oriente Médio também afetam esse mercado, já que a produção de nitrogenados depende de gás natural.
O Brasil participa de algum conflito armado?
Não. O Brasil não é parte beligerante. A Constituição estabelece a defesa da paz e a solução pacífica de controvérsias. A atuação se dá pela diplomacia, ajuda humanitária, acolhimento de refugiados e missões de paz da ONU.
Qual a diferença entre refugiado e deslocado interno?
O refugiado cruza uma fronteira internacional e é protegido pela Convenção de 1951. O deslocado interno permanece no próprio país — e continua sob a jurisdição do Estado que muitas vezes é parte no conflito. A maioria das pessoas deslocadas é de deslocados internos.
O que é um choke point e por que importa?
É um ponto de estrangulamento: uma passagem marítima estreita por onde circula grande volume do comércio mundial. Os principais são os estreitos de Ormuz, Bab el-Mandeb, Malaca e Bósforo, e os canais de Suez e do Panamá. Bloquear um deles encarece fretes, seguros e commodities.
Por que o Oriente Médio concentra tantos conflitos?
Localização estratégica entre três continentes, enormes reservas de petróleo e gás, fronteiras traçadas por potências europeias sem respeitar identidades locais, disputas por água, mosaico étnico-religioso e forte interferência externa.
O que é a questão palestina?
A disputa por território e soberania entre israelenses e palestinos, cujas raízes remontam ao Mandato Britânico e ao Plano de Partilha da ONU de 1947. Envolve o reconhecimento de um Estado palestino, o estatuto de Jerusalém, os assentamentos e a situação de Gaza.
O que é o M23 e por que atua no Congo?
O Movimento 23 de Março é um grupo armado formado majoritariamente por combatentes tutsis, criado em 2012 e reativado em 2021. Relatórios da ONU apontam apoio de Ruanda e financiamento pelo controle de minas de coltan no leste congolês.
Quem são os Houthis?
Um movimento armado do norte do Iêmen, de orientação zaidita (ramo do xiismo), que controla a capital Saná desde 2014. Alinhados ao Irã, tornaram-se centrais na segurança do Mar Vermelho a partir dos ataques a navios iniciados em 2023.
Como os conflitos afetam a inflação no Brasil?
Por três canais: o preço do petróleo (diesel, gasolina e fretes), o preço dos fertilizantes (custo dos alimentos) e o câmbio (a busca por ativos seguros valoriza o dólar). Segundo a Fazenda, cada alta de ~1% no petróleo tende a somar ~0,02 ponto à inflação.
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