Exercícios Resolvidos de Demografia
Resumo completo, questões comentadas passo a passo e simulado sobre transição demográfica, pirâmides etárias, bônus demográfico, migrações e envelhecimento populacional. Estude como quem vai gabaritar.
O que é Demografia
Demografia é a ciência que estuda as populações humanas: seu tamanho, sua composição (idade, sexo, cor/raça), sua distribuição pelo território e, principalmente, os fatores que fazem esses números mudarem ao longo do tempo — nascimentos, mortes e migrações.
No ENEM e nos vestibulares, demografia é um dos temas mais recorrentes de Geografia porque conecta dados a interpretação crítica: quase sempre a questão traz um gráfico, uma pirâmide etária ou uma tabela e pede que você leia o dado e conclua algo sobre a sociedade. Dominar os conceitos abaixo resolve a maioria das questões.
Crescimento vegetativo, natalidade e mortalidade
O crescimento vegetativo (ou natural) é a diferença entre a taxa de natalidade (nascimentos por mil habitantes/ano) e a taxa de mortalidade (óbitos por mil habitantes/ano). Quando a natalidade supera a mortalidade, a população cresce naturalmente; quando se aproximam ou se invertem, o crescimento estagna ou fica negativo. Atenção: crescimento vegetativo não considera migrações — o crescimento total soma o vegetativo com o saldo migratório.
Crescimento vegetativo = Natalidade − Mortalidade. Se a questão citar imigrantes ou emigrantes, ela quer o crescimento total, que inclui o saldo migratório. Confundir os dois é a pegadinha nº 1 do tema.
Fecundidade e expectativa de vida
A taxa de fecundidade mede o número médio de filhos por mulher em idade fértil. O nível de reposição populacional gira em torno de 2,1 filhos por mulher; abaixo disso, a população tende a diminuir a longo prazo. O Brasil já está abaixo desse patamar. A expectativa de vida (esperança de vida ao nascer) reflete as condições de saúde, saneamento e renda — e vem subindo no país, o que ajuda a explicar o envelhecimento da população.
Migrações e distribuição da população
As migrações são deslocamentos populacionais: podem ser internas (êxodo rural, migração inter-regional) ou internacionais (imigração e emigração). Elas explicam boa parte da distribuição irregular da população brasileira, concentrada no litoral e nas regiões Sudeste e Nordeste. A densidade demográfica (habitantes por km²) mede o grau de ocupação de um território — não confunda território muito povoado (muitos habitantes no total) com muito populoso em densidade.
População absoluta é o total de habitantes (país populoso). Densidade demográfica é a razão habitantes/km² (país povoado). China é muito populosa; Mônaco é muito povoada. São coisas diferentes.
População economicamente ativa (PEA) e bônus demográfico
A PEA reúne as pessoas em idade de trabalhar que estão ocupadas ou procurando emprego. Quando a maior parte da população está nessa faixa (jovens e adultos) e há poucos dependentes (crianças e idosos), o país vive o bônus demográfico: uma janela de oportunidade em que a força de trabalho é proporcionalmente grande. O Brasil está encerrando essa fase, o que aumenta a urgência de investir em produtividade e previdência.
Transição demográfica
A transição demográfica descreve a passagem de uma população com altas taxas de natalidade e mortalidade para uma população com baixas taxas de ambas. Costuma ser dividida em quatro fases: (1) pré-transição, com natalidade e mortalidade altas e crescimento lento; (2) queda da mortalidade com natalidade ainda alta, gerando explosão demográfica; (3) queda da natalidade e desaceleração do crescimento; (4) natalidade e mortalidade baixas, com crescimento próximo de zero e envelhecimento. O Brasil se encontra na fase avançada dessa transição.
Pirâmides etárias e envelhecimento
A pirâmide etária representa a população por faixas de idade e sexo. Base larga indica população jovem e alta natalidade (típico de países subdesenvolvidos); base estreita e topo largo indicam população envelhecida (típico de países desenvolvidos e, cada vez mais, do Brasil). O envelhecimento populacional — aumento da proporção de idosos — é uma das grandes tendências do século XXI e pressiona sistemas de saúde e previdência.
Urbanização
A urbanização é o crescimento da população urbana em relação à rural. No Brasil, ela se acelerou a partir de 1950 com a industrialização e o êxodo rural, tornando o país majoritariamente urbano em poucas décadas — um processo rápido e desigual, que ajuda a explicar problemas urbanos como favelização e mobilidade.
Comparativos rápidos
Natalidade × Mortalidade
| Aspecto | Taxa de Natalidade | Taxa de Mortalidade |
|---|---|---|
| O que mede | Nascimentos por mil hab./ano | Óbitos por mil hab./ano |
| Tende a cair com | Educação, urbanização, planejamento familiar | Saneamento, medicina, saúde pública |
| Efeito na pirâmide | Estreita a base quando cai | Alarga o topo quando cai (mais idosos) |
País desenvolvido × subdesenvolvido
| Indicador | Desenvolvido | Subdesenvolvido |
|---|---|---|
| Natalidade / Fecundidade | Baixas | Mais altas |
| Expectativa de vida | Alta | Menor |
| Pirâmide etária | Base estreita, topo largo | Base larga |
| Fase da transição | Avançada (3ª–4ª) | Inicial/intermediária (1ª–2ª) |
| Principal desafio | Envelhecimento | Pressão sobre jovens/empregos |
Fases da transição demográfica
| Fase | Natalidade | Mortalidade | Crescimento |
|---|---|---|---|
| 1 – Pré-transição | Alta | Alta | Lento |
| 2 – Explosão | Alta | Em queda | Muito rápido |
| 3 – Desaceleração | Em queda | Baixa | Diminuindo |
| 4 – Estabilização | Baixa | Baixa | Próximo de zero / negativo |
Tipos de pirâmide etária
| Formato | Base | Topo | Indica |
|---|---|---|---|
| Jovem | Larga | Estreito | Alta natalidade, país em desenvolvimento |
| Adulta / em transição | Média | Crescendo | Natalidade em queda (caso do Brasil) |
| Envelhecida | Estreita | Largo | Baixa natalidade, país desenvolvido |
Como resolver questões de Demografia
A maioria das questões do ENEM sobre demografia não cobra decoreba: cobra leitura de dado + conclusão. Siga este roteiro.
Como interpretar gráficos e tabelas
Leia primeiro título, eixos, legenda e unidade (por mil? em milhões? por km²?). Identifique a tendência (sobe, cai, estabiliza) antes de olhar as alternativas. Em tabelas, compare linhas e colunas e desconfie de valores que "saltam".
Como interpretar pirâmides etárias
Olhe a base (natalidade) e o topo (idosos). Base encolhendo entre dois anos = queda da natalidade. Topo alargando = envelhecimento. Compare os lados esquerdo (homens) e direito (mulheres) para notar diferenças de expectativa de vida.
O ENEM adora dar duas pirâmides (ou dois anos) e pedir o que mudou. A resposta quase sempre envolve transição demográfica, envelhecimento ou fim do bônus demográfico. Se você reconhecer o padrão, elimina metade das alternativas de cara.
Palavras-chave e pegadinhas
- "Crescimento vegetativo" → ignore migração.
- "Populoso" × "povoado" → total de habitantes × densidade.
- "Reduziu o crescimento" ≠ "reduziu a população" — crescer menos ainda é crescer.
- "Bônus demográfico" → maioria em idade produtiva, poucos dependentes.
Erros mais comuns
- Confundir queda da taxa de crescimento com queda do número de habitantes.
- Achar que país desenvolvido tem pirâmide de base larga.
- Somar migração ao crescimento vegetativo.
1) Leia eixos e unidade. 2) Ache a tendência. 3) Traduza para um conceito (transição, envelhecimento, bônus, migração). 4) Elimine alternativas que contrariam o dado. 5) Confira a palavra-chave do enunciado.
Índice das Questões
- 1 Migrações
- 2 População e sociedade
- 3 Bônus demográfico
- 4 Bônus demográfico
- 5 Transição demográfica
- 6 Desigualdade / indicadores
- 7 População e ambiente
- 8 Pirâmide etária
- 9 Crescimento vegetativo
- 10 Espaço produtivo
- 11 Fecundidade urbano-rural
- 12 Pirâmides etárias
- 13 Incremento populacional
- 14 Transição demográfica mundial
- 15 Crescimento negativo
- 16 Mortalidade infantil
- 17 PEA por setores
- 18 Explosão demográfica
- 19 Previdência / envelhecimento
- 20 Envelhecimento mundial
- 21 Estrutura etária
Questões Resolvidas
A ideia de êxodo urbano assume ares caricaturais. Pega a mais reduzida parte da pirâmide social e projeta para todos seus desejos defensivos. Se o êxodo urbano for compreendido como aquisição de uma segunda residência, então não estamos, de fato, falando de êxodo, mas da reversão de um excedente de renda de uma pequena fração da elite para as franjas metropolitanas. Se for compreendido como retorno aos municípios menos povoados, então não estamos falando de êxodo urbano, mas de um movimento de migração de pessoas cuja estabilidade no emprego e a elevada renda lhes permitem simular, nas ilhas urbanas do interior, a vida urbana metropolitana. (ARRAIS, T. A. O distópico êxodo urbano, 2021, adaptado.)
A crítica apresentada no texto evidencia uma dinâmica socioespacial marcada pela:
- A) valorização de tradições rurais.
- B) redução de plantações agrícolas.
- C) estagnação de atividades comerciais.
- D) precariedade de infraestruturas rodoviárias.
- E) seletividade de deslocamentos populacionais.
Por que E está correta: O autor mostra que o suposto “êxodo urbano” não é um movimento massivo, mas restrito a uma pequena elite com renda e estabilidade no emprego. Trata-se, portanto, de deslocamentos seletivos — só uma fração da sociedade consegue realizá-los.
A: o texto não valoriza tradições rurais; critica uma leitura idealizada do campo.
B: não há menção a redução de plantações.
C: o texto não trata de estagnação comercial.
D: infraestrutura rodoviária não é discutida.
Em texto crítico, procure a palavra que resume a tese do autor — aqui, a “seletividade”.
Houve crescimento de 74% da população brasileira encarcerada entre 2005 e 2012. As análises identificaram o perfil da população nas prisões: homens, jovens (abaixo de 29 anos), negros, com ensino fundamental incompleto, acusados de crimes patrimoniais. (BRASIL. Mapa do encarceramento, 2015.)
Nesse contexto, as políticas públicas para minimizar a problemática descrita devem privilegiar a:
- A) flexibilização do Código Civil.
- B) promoção da inclusão social.
- C) redução da maioridade penal.
- D) contenção da corrupção política.
- E) expansão do período de reclusão.
Por que B está correta: O perfil descrito (jovem, negro, baixa escolaridade, crimes patrimoniais) revela vulnerabilidade social. Políticas de inclusão social — educação, emprego e renda — atacam a raiz do problema.
A: o Código Civil não trata de matéria penal.
C: reduzir a maioridade penal ampliaria o encarceramento, não o reduziria.
D: corrupção política não se relaciona ao perfil descrito.
E: ampliar a reclusão agrava o encarceramento.
A pirâmide de formato triangular da década de 1970 foi dando lugar a uma pirâmide mais retangular, de base mais estreita e topo mais largo. Em 1991, a população de 0 a 14 anos correspondia a 34,7%, tendo passado para 24,1% em 2010. A população em idade ativa (15 a 59 anos) passou de 58,0% a 65,1% no mesmo período. (IBGE, 2014.)
As alterações no perfil demográfico brasileiro trouxeram como consequência socioeconômica o(a):
- A) aumento da mortalidade infantil.
- B) crescimento das desigualdades regionais.
- C) redução dos gastos na educação superior.
- D) restrição no atendimento público hospitalar.
- E) expansão na demanda por ocupações laborais.
Por que E está correta: Com a base estreitando (menos crianças) e a fatia em idade ativa crescendo de 58% para 65%, aumenta a população que precisa trabalhar — logo, cresce a demanda por ocupações laborais. É o retrato do bônus demográfico.
A: a mortalidade infantil caiu no período, não aumentou.
B: desigualdades regionais não decorrem diretamente do dado etário.
C: a queda de crianças não reduz gastos com ensino superior.
D: o dado não implica restrição hospitalar.
Mais gente em idade ativa = pressão por vagas de trabalho.
O bônus demográfico é caracterizado pelo período em que, por causa da redução do número de filhos por mulher, a estrutura populacional fica favorável ao crescimento econômico. Isso acontece porque há proporcionalmente menos crianças e o percentual de idosos ainda não é alto. (O Globo, 2015, adaptado.)
A ação estatal que contribui para o aproveitamento do bônus demográfico é o estímulo à:
- A) atração de imigrantes.
- B) elevação da carga tributária.
- C) qualificação da mão de obra.
- D) admissão de exilados políticos.
- E) concessão de aposentadorias.
Por que C está correta: Para aproveitar a janela do bônus (muita gente em idade produtiva), o Estado precisa qualificar a mão de obra, elevando a produtividade e a renda enquanto a estrutura etária é favorável.
A: atrair imigrantes não é o mecanismo central do bônus.
B: elevar tributos não aproveita a força de trabalho disponível.
D: admitir exilados não se relaciona ao bônus.
E: aposentadorias são gasto com inativos, não aproveitamento do bônus.
Os países industriais adotaram uma concepção diferente das relações familiares e do lugar da fecundidade na vida familiar e social. A preocupação de garantir uma transmissão integral das vantagens econômicas e sociais adquiridas tem como resultado uma ação voluntária de limitação do número de nascimentos. (GEORGE, P. Panorama do mundo atual, 1968, adaptado.)
Em meados do século XX, o fenômeno social descrito contribuiu para o processo europeu de:
- A) estabilização da pirâmide etária.
- B) conclusão da transição demográfica.
- C) contenção da entrada de imigrantes.
- D) elevação do crescimento vegetativo.
- E) formação de espaços superpovoados.
Por que B está correta: A limitação voluntária de nascimentos (queda da fecundidade), somada à mortalidade já baixa, leva a Europa às fases finais — a conclusão — da transição demográfica.
A: a estabilização da pirâmide é efeito, não o processo pedido.
C: o texto não trata de imigração.
D: o crescimento vegetativo cai, não se eleva.
E: com menos nascimentos não se formam espaços superpovoados.
Segundo o PNUD, 82,7% da renda mundial encontrava-se nas mãos dos 20% mais ricos, enquanto os 20% mais pobres detinham apenas 1,4% da renda; quatro anos depois, os 20% mais ricos haviam aumentado sua parcela para 85% da riqueza. (VIZENTINI, 1999.)
Que característica socioeconômica está evidenciada no texto?
- A) Homogeneidade social.
- B) Concentração de renda.
- C) Desemprego estrutural.
- D) Crescimento macroeconômico.
- E) Expansão populacional.
Por que B está correta: Poucos (20%) detêm a quase totalidade da renda (82,7% → 85%): é a definição de concentração de renda.
A: os dados mostram o oposto de homogeneidade.
C: o texto não trata de emprego.
D: não há dado de crescimento macroeconômico.
E: não se trata de tamanho da população.
O professor Paulo Saldiva pedala 6 km em 22 minutos de casa para o trabalho todos os dias. A cada minuto sobre a bicicleta, seus pulmões são envenenados com 3,3 microgramas de poluição particulada — poeira, fumaça, fuligem, sulfatos, nitratos e outras substâncias nocivas. (ESCOBAR, H. Sem ar, 2008.)
A população de uma metrópole brasileira que vive nas mesmas condições socioambientais do professor citado apresentará uma tendência de:
- A) ampliação da taxa de fecundidade.
- B) diminuição da expectativa de vida.
- C) elevação do crescimento vegetativo.
- D) aumento na participação relativa de idosos.
- E) redução na proporção de jovens na sociedade.
Por que B está correta: A exposição diária a poluentes compromete a saúde e tende a reduzir a expectativa de vida da população exposta.
A: poluição não amplia fecundidade.
C: não há relação direta com o crescimento vegetativo.
D: não se trata de estrutura etária.
E: o texto não fala da proporção de jovens.
O padrão da pirâmide etária ilustrada apresenta demanda de investimentos socioeconômicos para a:
- A) redução da mortalidade infantil.
- B) promoção da saúde dos idosos.
- C) resolução do déficit habitacional.
- D) garantia da segurança alimentar.
- E) universalização da educação básica.
Por que B está correta: A pirâmide tem base estreita e topo largo — perfil envelhecido. A prioridade de investimento passa a ser a saúde da população idosa.
A: a base estreita indica poucas crianças; a mortalidade infantil não é o foco.
C: o formato etário não aponta para déficit habitacional.
D: segurança alimentar não é a demanda evidenciada.
E: com base estreita, a pressão por educação básica é menor.
Relacione o formato da pirâmide à política pública prioritária: topo largo → saúde do idoso.
O processo registrado no gráfico gerou a seguinte consequência demográfica:
- A) Decréscimo da população absoluta.
- B) Redução do crescimento vegetativo.
- C) Diminuição da proporção de adultos.
- D) Expansão de políticas de controle da natalidade.
- E) Aumento da renovação da população economicamente ativa.
Por que B está correta: A queda da natalidade/fecundidade aproxima nascimentos e óbitos, reduzindo o crescimento vegetativo (natalidade − mortalidade).
A: crescer menos não é diminuir: a população absoluta ainda aumenta.
C: a proporção de adultos tende a aumentar, não a cair.
D: política de controle é causa possível, não consequência demográfica.
E: com menos jovens, a renovação da PEA diminui.
Pegadinha clássica: “crescer menos” ≠ “diminuir”.
Embora os centros de decisão permaneçam centralizados nas cidades mundiais, as atividades produtivas podem ser desconcentradas, desde que haja conexões fáceis entre as unidades produtivas e os centros de gestão, disponibilidade de trabalho qualificado e uma base técnica adequada. (EGLER, 2014.)
A mudança nas atividades produtivas a que o texto faz referência é motivada pelo seguinte fator:
- A) Definição volátil das taxas aduaneiras e cambiais.
- B) Prestação regulada de serviços bancários e financeiros.
- C) Controle estrito do planejamento familiar e fluxo populacional.
- D) Renovação constante das normas jurídicas e marcos contratuais.
- E) Oferta suficiente de infraestruturas logísticas e serviços especializados.
Por que E está correta: A desconcentração produtiva só ocorre onde há infraestrutura logística e serviços especializados que conectem produção e gestão — exatamente o que o texto exige.
A: taxas aduaneiras/cambiais não são o fator citado.
B: serviços bancários não explicam a desconcentração.
C: planejamento familiar está fora de contexto.
D: normas jurídicas não são o motivo apontado.
A interpretação e a correlação das figuras sobre a dinâmica demográfica brasileira demonstram um(a):
- A) Menor proporção de fecundidade na área urbana.
- B) Menor proporção de homens na área rural.
- C) Aumento da proporção de fecundidade na área rural.
- D) Queda da longevidade na área rural.
- E) Queda do número de idosos na área urbana.
Por que A está correta: As figuras evidenciam que a fecundidade é menor na área urbana — típico da urbanização, com famílias menores nas cidades.
B: não é a proporção de homens no rural que se destaca.
C: a fecundidade rural não aumenta na leitura das figuras.
D: não há indicação de queda de longevidade rural.
E: não se destaca queda de idosos na área urbana.
Os gráficos apresentam a distribuição da população brasileira por sexo e faixa etária em 1990 e projeções para 2010 e 2030. A partir da comparação da pirâmide de 1990 com a projeção para 2030, é correto afirmar que:
- A) a expectativa de vida do brasileiro tende a aumentar na medida em que melhoram as condições de vida.
- B) a população do país tende a diminuir na medida em que a taxa de mortalidade diminui.
- C) a mortalidade infantil tende a aumentar na medida em que aumenta o IDH.
- D) a necessidade de investimentos em saúde tende a diminuir na medida em que aumenta a população idosa.
- E) o nível de instrução da população tende a diminuir na medida em que diminui a população.
Por que A está correta: O alargamento do topo entre 1990 e 2030 mostra mais idosos: a expectativa de vida aumenta conforme melhoram as condições de vida.
B: queda da mortalidade faz a população crescer, não diminuir.
C: maior IDH reduz a mortalidade infantil.
D: mais idosos exigem mais investimento em saúde, não menos.
E: não há relação direta entre tamanho da população e instrução.
O gráfico apresenta o tamanho da população e o incremento populacional, por décadas, de 1750 até a projeção para 2050. A partir de 1990 verifica-se uma mudança importante no comportamento do incremento. Contudo, a população continua a crescer porque o incremento populacional:
- A) continua positivo.
- B) passou a ser negativo.
- C) manteve-se constante.
- D) está em queda.
Por que A está correta: Mesmo depois de 1990 o incremento (número de pessoas somadas por período) continua positivo — por isso a população segue crescendo, ainda que mais devagar.
B: se fosse negativo, a população estaria diminuindo.
C: o incremento não se manteve constante — ele mudou de comportamento.
D: o incremento pode estar caindo, mas continuar positivo; “em queda” sozinho não explica por que a população ainda cresce.
Incremento positivo, ainda que decrescente, significa população crescendo.
Antes do século 20, nenhum ser humano tinha vivido o suficiente para testemunhar uma duplicação da população mundial, mas hoje há pessoas que a viram triplicar. No fim de 2011, segundo a ONU, seríamos 7 bilhões de pessoas.
Assinale a alternativa que completa o texto anterior:
- A) O crescimento da população deverá se refletir na urbanização, que poderá atingir 3/4 da população mundial em 2015.
- B) As maiores contribuições para o crescimento demográfico vêm dos países que estão na fase inicial da transição demográfica.
- C) Os principais responsáveis pelo crescimento populacional são os países que reduziram o analfabetismo.
- D) O crescimento demográfico permitirá uma distribuição mais homogênea da população pelo espaço terrestre.
- E) O aumento da população esperado desmistifica a crença de que países desenvolvidos têm baixas taxas de fertilidade.
Por que B está correta: O crescimento populacional mundial é puxado pelos países em fase inicial/intermediária da transição — alta natalidade e mortalidade em queda (sobretudo África e parte da Ásia).
A: a projeção de 3/4 de urbanização em 2015 é incorreta/precipitada.
C: não é a redução do analfabetismo que explica o crescimento.
D: o crescimento não homogeneíza a distribuição da população.
E: países desenvolvidos de fato têm baixa fertilidade — o dado não desmistifica isso.
A taxa de crescimento populacional atual da Rússia é negativa: a população diminuiu em 286 mil pessoas em um quadrimestre. O número de mortes é, em média, 70% superior ao de nascimentos, situação que ocorre desde o desmantelamento da União Soviética, em 1991. Essa situação é decorrência:
- A) dos fluxos migratórios em direção à Europa Ocidental.
- B) da rigorosa política de governo de controle da natalidade.
- C) do aumento da mortalidade na base e no corpo da pirâmide etária.
- D) do elevado número de idosos e da baixa taxa de fecundidade.
- E) das mudanças na economia do país após a desestruturação da União Soviética.
Por que D está correta: O saldo natural negativo (mortes > nascimentos) resulta da combinação de população envelhecida (muitos idosos) com baixa fecundidade — típico crescimento vegetativo negativo.
A: migração não explica um saldo natural negativo.
B: a Rússia não adota política de controle de natalidade.
C: a mortalidade que pesa é a dos idosos (topo), não da base.
E: fatores econômicos são pano de fundo, mas a causa demográfica direta é o envelhecimento + baixa fecundidade.
A tabela apresenta dados relativos a cinco países (escolaridade das mães, saneamento e mortalidade infantil). Com base nessas informações, infere-se que:
- A) a educação tem relação direta com a saúde, pois é menor a mortalidade de filhos cujas mães têm maior escolaridade, mesmo onde o saneamento é precário.
- B) a escolaridade das mães influencia a saúde dos filhos, desde que o abastecimento de água favoreça pelo menos 50% da população.
- C) intensificar a educação e ampliar o saneamento são medidas suficientes para reduzir a zero a mortalidade infantil.
- D) mais crianças são acometidas por diarreia no país III do que no país II.
- E) a mortalidade infantil é diretamente proporcional à escolaridade das mães e independe das condições sanitárias.
Por que A está correta: A tabela mostra que, quanto maior a escolaridade materna, menor a mortalidade infantil — efeito que aparece mesmo onde o saneamento é precário.
B: a relação não depende de um limite de 50% de abastecimento de água.
C: “reduzir a zero” é um exagero não sustentado pelos dados.
D: a comparação entre países III e II não se sustenta na tabela.
E: a relação é inversa (mais escolaridade, menos mortalidade) e o saneamento importa.
A distribuição da População Economicamente Ativa (PEA) no Brasil variou muito no século XX. O gráfico representa a distribuição por setores de atividade (em %) em diferentes décadas. As transformações socioeconômicas mudaram a distribuição dos postos de trabalho do setor:
- A) agropecuário para o industrial, por causa da queda acentuada na produção agrícola.
- B) industrial para o agropecuário, como consequência do subemprego urbano.
- C) comercial e de serviços para o industrial, por causa do desemprego estrutural.
- D) agropecuário para o industrial e para o de comércio e de serviços, por conta da urbanização e do avanço tecnológico.
- E) comercial e de serviços para o agropecuário, por causa da produção para exportação.
Por que D está correta: Ao longo do século XX, a PEA saiu do campo (agropecuário) para a indústria e, sobretudo, para o comércio e serviços — reflexo da urbanização e do avanço tecnológico.
A: não houve queda da produção agrícola; a mão de obra é que migrou.
B: o movimento foi do campo para a cidade, não o inverso.
C: não foi o desemprego estrutural que redistribuiu a PEA.
E: o setor primário perdeu participação, não ganhou.
O quadro mostra a taxa de crescimento natural da população brasileira no século XX. Analisando os dados, podemos caracterizar o período entre:
- A) 1920 e 1960 como de crescimento do planejamento familiar.
- B) 1950 e 1970 como de nítida explosão demográfica.
- C) 1960 e 1980 como de crescimento da taxa de fertilidade.
- D) 1970 e 1990 como de decréscimo da densidade demográfica.
- E) 1980 e 2000 como de estabilização do crescimento demográfico.
Por que B está correta: Entre 1950 e 1970 o Brasil viveu a explosão demográfica: natalidade alta e mortalidade em queda acelerada elevam ao máximo o crescimento natural.
A: o planejamento familiar se difunde mais tarde, não entre 1920–1960.
C: a fertilidade começa a cair a partir dos anos 1960/70.
D: a densidade demográfica não decresceu entre 1970–1990.
E: a estabilização é posterior, não já em 1980–2000 pelos dados.
A Reforma da Previdência é um dos temas mais discutidos no Brasil. Uma das principais razões que justificam a necessidade de rever a Previdência Social é:
- A) a redução da taxa de fecundidade, ocasionando aumento no número de aposentados.
- B) a ampliação da taxa de fertilidade, pressionando as despesas da União com aposentadorias.
- C) a desaceleração do crescimento demográfico e a redução da economia subterrânea.
- D) o aumento da expectativa de vida, acompanhado da redução da população economicamente ativa.
- E) o crescimento significativo da taxa de natalidade, refletindo no aumento da expectativa de vida.
Por que D está correta: As pessoas vivem mais (mais tempo recebendo aposentadoria) enquanto a fatia em idade ativa que financia o sistema diminui — daí a pressão sobre a previdência.
A: a fecundidade em queda não “gera” aposentados diretamente; a relação está mal construída.
B: a fertilidade não está aumentando no Brasil.
C: economia subterrânea não é a razão demográfica da reforma.
E: a natalidade não está crescendo, e ela não eleva a expectativa de vida.
Hoje, a população idosa no mundo é de cerca de 650 milhões de habitantes. Segundo a ONU, a perspectiva para 2050 é de 2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos. Assinale a alternativa que corresponde à correta distribuição demográfica de idosos no planeta, nesse período:
- A) A população idosa terá distribuição homogênea, devido a recursos de saúde que atingirão a maior parte da população mundial.
- B) A maior parte da população idosa estará concentrada nos países desenvolvidos, onde o investimento social é alto.
- C) A distribuição terá maior concentração entre países ricos e emergentes, por maior acesso à tecnologia médica.
- D) A maior concentração de idosos estará em países subdesenvolvidos, proveniente do elevado crescimento vegetativo de hoje.
- E) O maior número de idosos se concentrará na Europa, devido à expansão da União Europeia.
Por que D está correta: É nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento que vive a maior parte da humanidade e onde há hoje grande contingente jovem. Esse contingente envelhecerá, concentrando ali a maior parte dos idosos em 2050.
A: não haverá distribuição homogênea entre os países.
B: a maioria dos idosos NÃO estará nos desenvolvidos, e sim nos países em desenvolvimento.
C: o mesmo equívoco de B, restrito a ricos e emergentes.
E: a Europa terá alta proporção de idosos, mas não o maior número absoluto.
O que hoje é população jovem em países pobres será a maior massa de idosos amanhã.
A análise do gráfico e os conhecimentos sobre a dinâmica demográfica permitem afirmar que, no grupo de países:
- A) 1, a idade média supera os 30 anos, o que significa elevado potencial de população economicamente ativa.
- B) 1, os governos locais precisam criar políticas que atendam à saúde e à educação de grande parcela de crianças e jovens.
- C) 1, há necessidade de fortalecer os sistemas previdenciários para atender à população acima de 20 anos.
- D) 2, o maior desafio é acelerar a transição demográfica devido à grande proporção de adultos e idosos.
- E) 2, os Estados devem assumir posturas neoliberais para atender ao grande contingente de jovens e adultos.
Por que B está correta: O grupo 1 tem população jovem (base larga): o desafio imediato é oferecer saúde e educação para a grande parcela de crianças e jovens.
A: população jovem tem idade média baixa, não acima de 30 anos.
C: previdência é demanda de população idosa, não do grupo jovem.
D: a leitura do grupo 2 está invertida.
E: posturas neoliberais é juízo de valor, não conclusão demográfica.
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Gabarito Comentado
| Questão | Resposta | Fonte |
|---|---|---|
| Questão 1 | E | Enem 2025 |
| Questão 2 | B | Enem 2021 |
| Questão 3 | E | Enem 2020 |
| Questão 4 | C | Enem 2019 |
| Questão 5 | B | Enem 2018 |
| Questão 6 | B | Enem 2014 |
| Questão 7 | B | Enem 2011 |
| Questão 8 | B | Enem 2017 |
| Questão 9 | B | Enem 2013 |
| Questão 10 | E | Enem 2019 |
| Questão 11 | A | Enem 2012 |
| Questão 12 | A | Enem 2007 |
| Questão 13 | A | Unicamp 2015 |
| Questão 14 | B | Fatec 2012 |
| Questão 15 | D | PUC-Rio 2006 |
| Questão 16 | A | Enem 2006 |
| Questão 17 | D | Enem 2004 |
| Questão 18 | B | Enem 2003 |
| Questão 19 | D | EBMSP 2019 |
| Questão 20 | D | Mackenzie 2012 |
| Questão 21 | B | FGV-SP 2010 |
Cada questão traz também a resolução comentada completa no botão “Ver resolução comentada”, com a explicação da alternativa correta e das incorretas.
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