Conflito Árabe-Israelense: exercícios com gabarito comentado
13 questões de ENEM, Unesp, Unicamp, UERJ, Uece, EsPCEx e outros vestibulares sobre a Questão Palestina e a geopolítica do Oriente Médio. Marque sua resposta em cada questão e libere o gabarito comentado e a sua nota.

Entenda o conflito antes de praticar
O conflito árabe-israelense é uma das disputas territoriais mais longas e complexas do mundo contemporâneo. Sua origem moderna está na partilha da Palestina aprovada pela ONU em 1947 (Resolução 181), que previa a criação de dois Estados — um judeu e um árabe — e a internacionalização de Jerusalém. A recusa dos países árabes ao plano e a criação do Estado de Israel, em 1948, deram início a uma sucessão de guerras.
Ao longo das décadas seguintes vieram a Guerra de 1948, a Crise de Suez (1956), a Guerra dos Seis Dias (1967) — quando Israel ocupou a Cisjordânia, a Faixa de Gaza, as Colinas de Golã e a Península do Sinai — e a Guerra do Yom Kippur (1973). Tentativas de solução, como os Acordos de Oslo (1993), avançaram no reconhecimento mútuo entre Israel e a OLP, mas não resolveram questões centrais como as fronteiras, o estatuto de Jerusalém, os assentamentos e os refugiados.
Para as provas, o tema costuma cobrar a leitura de mapas, a associação entre território, religião e recursos (sobretudo a água) e a interpretação da geopolítica da região. Resolva as 13 questões abaixo e confira a explicação de cada resposta.
Simulado — Conflito Árabe-Israelense
Respondidas: 0 / 13Palestinos se agruparam em frente a aparelhos de televisão em Ramalah, na Cisjordânia, para acompanhar o voto da resolução que pedia o reconhecimento da Palestina como um Estado observador não membro da ONU. Aprovada com 138 votos dos 193 da Assembleia-Geral, a resolução elevou o status do Estado palestino perante a organização.Palestinos comemoram elevação de status na ONU. Disponível em: ... Acesso em 4 dez. 2012 (adaptado).A mencionada resolução da ONU referendou o(a)
Resposta: D. A votação expressiva (138 votos a favor) reflete o apoio da comunidade internacional à demanda nacional palestina por reconhecimento. O status de "Estado observador não membro" não equipara a Palestina aos demais países (elimina E), não delimita fronteiras (A) nem representa um tratado de paz (C).
Em 1947, a ONU aprovou a partilha da Palestina, prevendo dois Estados: um judeu e outro palestino. A recusa árabe conduziu ao primeiro conflito. A segunda guerra (Suez, 1956) decorreu da nacionalização do canal. O terceiro conflito (1967) ficou conhecido como Guerra dos Seis Dias. Em 1973, no Yom Kippur, forças egípcias e sírias atacaram Israel, que revidou; a intervenção americano-soviética impôs o cessar-fogo. Assinale a opção correta.
Resposta: B. A Guerra dos Seis Dias (1967), terceira guerra árabe-israelense, terminou com rápida e ampla vitória de Israel. As demais erram: a 1ª guerra decorreu da recusa árabe à partilha (não de potências europeias — isso marca Suez, a 2ª); o Yom Kippur foi em 1973, não a criação de Israel (C); a intervenção EUA-URSS encerrou o 4º conflito, não o 1º (D); e Israel ampliou seu território além de 1947 (E).
A figura apresenta as fronteiras entre os países envolvidos na Questão Palestina. Considerando o conflito entre árabes e israelenses, para Israel é importante manter ocupada a área litigiosa por tratar-se de uma região:Questão baseada em mapa — observe a figura da prova/material original.
Resposta: E. As Colinas de Golã (área litigiosa) interessam a Israel por dois motivos combinados: o relevo elevado, que garante vantagem militar e observação do território vizinho, e os recursos hídricos — nascentes e mananciais que abastecem boa parte do país, numa região de água escassa.
Sobre o conflito árabe-israelense, analise:
I – A guerra do Yom Kippur, em 1967, marcou o ápice da expansão territorial de Israel.
II – Jerusalém é sagrada para as três principais religiões monoteístas (cristianismo, judaísmo e islamismo), o que gera instabilidade.
III – A geopolítica da água tem papel destacado no conflito, pelo controle israelense sobre mananciais.
IV – Pelos Acordos de Oslo (1993), a OLP e o Hamas reconheceram Israel, que se comprometeu a devolver os territórios ocupados.
Assinale a alternativa com todas as afirmativas corretas.
Resposta: C (II e III). I é falsa: o Yom Kippur ocorreu em 1973, não 1967 (a grande expansão foi na Guerra dos Seis Dias). IV é falsa: nos Acordos de Oslo, quem reconheceu Israel foi a OLP — o Hamas não reconheceu o Estado israelense. Restam corretas II (Jerusalém sagrada para as três religiões) e III (geopolítica da água).
Examine o mapa, que se refere a importante marco na história do conflito israelo-palestino. No contexto geopolítico tratado, o mapa correspondeQuestão baseada em mapa — observe a figura da prova/material original.
Resposta: E. O mapa representa o Plano de Partilha da Palestina (Resolução 181), elaborado pela ONU em 1947, que dividia o território em um Estado judeu, um Estado árabe e Jerusalém como zona internacional. As demais alternativas atribuem o mapa a eventos e instituições incorretos (Oslo, Intifada, Seis Dias, Yom Kippur).
"Cadê a Palestina no Google Maps?" A reportagem verificou que os territórios da Cisjordânia e de Gaza aparecem demarcados com linha tracejada, usada pela plataforma para indicar limites em disputa (em áreas não disputadas, a linha é cinza e sólida).www.uol.com.br, 16.07.2020.A representação espacial questionada reflete
Resposta: E. A linha tracejada indica territórios em disputa — reflexo direto das disputas entre árabes e judeus pela criação e delimitação de seus Estados (a Questão Palestina). As demais misturam atores que não correspondem ao conflito (hindus, libaneses etc.).
Para além das guerras Rússia-Ucrânia e Israel-Palestina, há um movimento de redefinição de fronteiras antes reconhecidas. Na América Latina, a Venezuela reivindica da Guiana a região de Essequibo. Considerando o texto, é correto dizer que a fronteira entre países é essencialmente
Resposta: B (política). A essência da fronteira é política: ela resulta de disputas e acordos internacionais pelo direito de uso do território — por isso pode ser redefinida, como mostram os exemplos do texto. Aspectos geométricos e naturais são apenas formas de demarcação, não a natureza da fronteira.
Em 2011, Barack Obama propôs, para o conflito entre palestinos e israelenses, o retorno à configuração territorial anterior à Guerra dos Seis Dias (1967). Sobre esse contexto, é correto afirmar que:
Resposta: C. A Guerra dos Seis Dias (1967) ampliou o território de Israel com a anexação de Cisjordânia, Gaza, Sinai e Golã, apresentadas por Israel como medida preventiva de segurança. A alternativa A é imprecisa (não havia um Estado palestino formal antes de 1948); B é falsa (não foi por petróleo); D distorce a posição europeia.
Em 2020, Israel e Sudão concordaram em estabelecer relações diplomáticas, após entendimentos com Emirados Árabes Unidos e Bahrein (Acordos de Abraão). Em poucas semanas, três membros da Liga Árabe — somando-se a Egito (1978) e Jordânia (1994) — abandonaram o boicote a Israel. Esses acordos ocorrem num espaço marcado por questões históricas, tais como:
Resposta: B. Os Acordos de Abraão se dão num cenário historicamente marcado pela ocupação de territórios árabes por Israel e pela forte mediação/influência dos governos dos EUA na região. As demais contrariam fatos (os EUA sempre apoiaram Israel; não houve pacificação nem isolamento norte-americano).
Considere os fatos:
I – A questão árabe-israelense, derivada da criação de Israel e da partilha da Palestina.
II – A Revolução Fundamentalista de 1979 no Irã, com o governo do Aiatolá Khomeini.
III – A ascensão de grupos extremistas, como o Estado Islâmico, e atentados em cidades europeias.
Quais fatos caracterizam os conflitos ocorridos no Oriente Médio?
Resposta: E (I, II e III). Os três fatos caracterizam a conflituosidade do Oriente Médio: a questão árabe-israelense, a Revolução Iraniana de 1979 (ascensão de um regime teocrático xiita) e a atuação de grupos extremistas como o Estado Islâmico. São dinâmicas distintas, mas todas integram o mosaico de tensões da região.
Em Belém, ao sul de Jerusalém, Banksy e outros artistas grafitaram parte do muro que envolve a Cisjordânia, tendo o contexto local como tema. O lugar escolhido e as imagens grafitadas evidenciam a oposição do artista ao seguinte aspecto do conflito:Questão baseada nas obras grafitadas — observe as imagens da prova/material original.
Resposta: B. O muro e os grafites de Banksy denunciam a assimetria de poder no processo de segregação territorial imposto à população palestina — a barreira física simboliza a separação e o controle desigual sobre o território.
A Autoridade Nacional Palestina é o ente semiautônomo que governa parte dos territórios palestinos e busca soberania sobre as áreas em disputa, mas os conflitos com Israel são contínuos. Os marcos dessa disputa encontram respaldo em âmbito supranacional, pois
Resposta: A. O respaldo supranacional vem do fato de a maioria dos Estados-membros da ONU reconhecer o Estado da Palestina. A alternativa B é um disparate factual; C está incorreta (desde 1993 a OLP reconhece Israel); e D é imprecisa quanto à condição da Palestina na ONU (Estado observador não membro).
Em 2018 completaram-se 70 anos da criação de Israel. Sobre esses 70 anos de guerras, acordos e resoluções da ONU, as alternativas abaixo estão corretas, exceto a:
Resposta: D. É a afirmativa falsa (a questão pede a exceção): a ONU nunca determinou que os palestinos migrassem para o Golfo Pérsico para se integrarem ao Irã e ao Iraque. As demais são corretas: o apoio dos EUA e a mudança da embaixada, a formação de grupos radicais e a ocupação de Gaza a partir de 1967.
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Perguntas frequentes sobre o conflito árabe-israelense
O que é o conflito árabe-israelense?
É a disputa histórica, territorial, política e religiosa entre israelenses (judeus) e povos árabes — sobretudo os palestinos — pela mesma faixa de terra no Oriente Médio. Sua fase moderna começa com a partilha da Palestina pela ONU em 1947 e a criação do Estado de Israel em 1948.
Quando e como surgiu o Estado de Israel?
Israel foi criado em 14 de maio de 1948, após a Assembleia Geral da ONU aprovar, em 1947, o plano de partilha da Palestina (Resolução 181). No dia seguinte à declaração de independência, exércitos de países árabes invadiram o território, iniciando a primeira guerra árabe-israelense.
O que foi o Plano de Partilha da Palestina de 1947?
Foi a Resolução 181 da ONU, que dividiu o território da Palestina em um Estado judeu, um Estado árabe-palestino e a cidade de Jerusalém como zona internacional. A recusa árabe ao plano e a criação de Israel em 1948 deram início ao conflito.
Quais foram as principais guerras árabe-israelenses?
As quatro principais foram: a Guerra de 1948 (independência de Israel), a Crise de Suez (1956), a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom Kippur (1973). A elas somam-se conflitos posteriores no Líbano e sucessivas ofensivas na Faixa de Gaza.
O que foi a Guerra dos Seis Dias (1967)?
Foi o terceiro grande conflito árabe-israelense, vencido rapidamente por Israel, que ocupou a Cisjordânia, a Faixa de Gaza, as Colinas de Golã e a Península do Sinai. Essa expansão territorial está no centro das disputas até hoje, pois definiu os "territórios ocupados".
O que foi a Guerra do Yom Kippur (1973)?
Foi o ataque de surpresa de Egito e Síria a Israel durante o feriado judaico do Yom Kippur, em 1973. Israel reagiu e a intervenção dos EUA e da URSS levou ao cessar-fogo. O conflito teve grande impacto econômico mundial, ligado ao choque do petróleo.
O que foram os Acordos de Oslo (1993)?
Foram acordos de paz nos quais a OLP reconheceu o Estado de Israel e Israel reconheceu a OLP como representante do povo palestino, criando a Autoridade Nacional Palestina. Não resolveram, porém, questões centrais como fronteiras definitivas, Jerusalém, assentamentos e refugiados.
Por que Jerusalém é tão disputada?
Porque é uma cidade sagrada para as três grandes religiões monoteístas — judaísmo, cristianismo e islamismo. Tanto israelenses quanto palestinos a reivindicam como capital, o que a torna um dos pontos mais sensíveis das negociações.
Qual é o papel da água no conflito?
Numa região árida, o controle de mananciais é estratégico. Áreas como as Colinas de Golã e os aquíferos da Cisjordânia concentram parte importante do abastecimento, o que transforma a geopolítica da água em um dos fatores das disputas territoriais.
O tema cai no ENEM e nos vestibulares?
Sim, com frequência. Aparece ligado à Questão Palestina, à partilha de 1947, à Guerra dos Seis Dias e à geopolítica do Oriente Médio, geralmente exigindo leitura de mapas e a associação entre território, religião e recursos. Praticar questões comentadas, como as deste simulado, é a melhor preparação.
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