Questões sobre Terrorismo
16 questões de ENEM e vestibulares sobre o terrorismo no mundo contemporâneo: 11 de setembro, Al Qaeda, fundamentalismo, Guerra ao Terror, Charlie Hebdo e conflitos separatistas. Ao final, confira o gabarito completo.
Frequentemente o terrorismo recorre a ações de grande impacto. Contudo, seu objetivo maior é influenciar os espíritos; antes de tudo, ele visa a aterrorizar, e se distingue da criminalidade.
Invocando reivindicações políticas, de natureza social, econômica ou religiosa, o terrorismo:
- realiza-se apenas no âmbito internacional, enquanto a criminalidade é marcada pelo objetivo primeiro do ganho financeiro.
- realiza-se nacional e internacionalmente, enquanto a criminalidade é marcada pelo objetivo primeiro do ganho financeiro.
- realiza-se apenas no âmbito internacional, enquanto a criminalidade é marcada basicamente por objetivos ideológicos.
- realiza-se nacional e internacionalmente, enquanto a criminalidade é marcada basicamente por objetivos ideológicos.
Observe o mapa da distribuição dos drones (veículos aéreos não tripulados) norte-americanos na África e no Oriente Médio. Em suas declarações, o governo norte-americano justifica o uso dos drones, principalmente, como:
- proteção militar a países com importantes laços econômicos com os EUA, principalmente na área de minerais raros.
- necessidade de proteção às embaixadas e outras legações diplomáticas norte-americanas em países com trajetória comunista.
- meio de transporte para o envio de equipamentos militares ao Irã, com a finalidade de desmonte das atividades nucleares.
- um dos pilares da sua estratégia de combate ao terrorismo, principalmente em regiões com importante atuação tribal/terrorista.
- reforço para a megaoperação de espionagem, executada em 2013, que culminou com o asilo de Snowden na Rússia.
Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o governo dos EUA aprovou uma série de medidas para proteger os cidadãos americanos da ameaça do terrorismo internacional. Entre as medidas adotadas estão:
- acordos de cooperação militar e tecnológica com países aliados; e a prisão imediata de árabes e muçulmanos que residissem nos EUA.
- a realização de ataques preventivos a países suspeitos de sediarem grupos terroristas; e a restrição da liberdade e dos direitos civis de suspeitos de associação com o terrorismo.
- apoio logístico e financeiro a países que combatessem grupos terroristas em seus territórios; e a preservação dos direitos civis de suspeitos.
- ataques preventivos a países suspeitos de sediarem grupos terroristas; e a flexibilização do ingresso nos EUA de pessoas de qualquer região do mundo.
- acordos de cooperação militar com países suspeitos de sediarem grupos terroristas; e a preservação dos princípios de liberdade individual e autonomia dos povos.
O fim da Guerra Fria e da bipolaridade gerou expectativas de uma ordem internacional com menos conflitos e multipolar. O panorama estratégico do mundo pós-Guerra Fria apresenta:
- o aumento de conflitos internos associados ao nacionalismo, às disputas étnicas, ao extremismo religioso e ao fortalecimento de ameaças como o terrorismo, o tráfico de drogas e o crime organizado.
- o fim da corrida armamentista e a redução dos gastos militares das grandes potências, com maior estabilidade na Europa e na Ásia.
- o desengajamento das grandes potências, pois as intervenções passaram a ser feitas apenas pela ONU, com maior envolvimento de emergentes.
- a plena vigência do Tratado de Não Proliferação, que afastou a possibilidade de um conflito nuclear como ameaça global.
- a condição dos EUA como única superpotência, mas que se submetem às decisões da ONU quanto às ações militares.
O terrorismo não tem outra ideologia que não seja a exaltação da morte […]. Mas o que se instalou no âmbito global e transformou a vida política é o terrorismo de origem islâmico-fundamentalista e o contraterrorismo dos Estados, que fizeram do planeta um campo de batalha onde sobretudo morrem civis. (Manuel Castells. Ruptura, 2018.)
O excerto identifica o terrorismo contemporâneo como um fenômeno:
- mundial, praticado tanto por grupos externos ao controle estatal quanto por regimes políticos institucionalizados.
- regional, presente nas distintas partes do planeta, mas sempre resultante de disputas restritas a interesses locais e particulares.
- relacionado ao crime organizado, que se manifesta tanto por estratégias clandestinas quanto por corporações legalizadas.
- associado a ideologias extremistas de direita ou de esquerda, que agem para obter o controle de aparatos políticos estatais.
- étnico e religioso, por resultar de ações de grupos perseguidos, que recorrem à ação armada para reivindicar seus direitos.
Texto 1: o recurso ao terror por quem já detém o poder no Estado não é uma forma de terrorismo político, pois este é o instrumento de grupos que buscam derrubar um governo. Texto 2: em outros casos, os terroristas combatem contra um Estado do qual não fazem parte, de forma irregular, sem exército e sem limites territoriais. (Dicionário de Política, BOBBIO et al., 1986.)
É possível comparar e distinguir os seguintes eventos:
I. Os movimentos guerrilheiros e de libertação nacional na África e no sudeste asiático (1950-70) são exemplos do primeiro caso.
II. Os ataques dos anos 1990 (embaixadas de Israel em Buenos Aires, dos EUA no Quênia e Tanzânia) e ao World Trade Center em 2001 são exemplos do segundo caso.
III. Os movimentos de libertação dos anos 50-70 e o terrorismo dos anos 90 e 2001 foram ações contra um inimigo invasor e são exemplos do primeiro caso.
É correto o que se afirma apenas em:
- I
- II
- I e II
- I e III
- II e III
O atentado ao jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris, em janeiro de 2015, trouxe à Europa o horror do terrorismo. A motivação teriam sido charges que ridicularizavam o profeta Maomé. A reação popular foi de repúbdio, com o lema "Je suis Charlie".
Com base no texto e em seus conhecimentos, assinale a alternativa verdadeira:
- nem todos os franceses que foram à passeata concordavam com a linha editorial do Charlie Hebdo, mas defendiam a liberdade de expressão.
- os irmãos atiradores e assassinos dos jornalistas franceses se diziam da Al Qaeda, na Nigéria.
- todos que professam a religião islâmica fazem parte de atos terroristas, inclusive crianças.
- a população mundial, de maneira geral, apoiou esse humor do Charlie Hebdo, mesmo sendo grosseiro e sem limite.
Assinale a alternativa que apresenta um fato da geopolítica mundial que pode ser associado à reação americana aos atentados terroristas sofridos em 11 de setembro de 2001:
- Formação da OTAN, reunindo países aliados dos EUA no combate ao terrorismo.
- Ocupação militar no Afeganistão e no Iraque e deposição dos governos desses países.
- Envio de tropas para o norte da África e deposição de governos pró Al-Qaeda, como Líbia e Egito.
- Intervenção nos programas nucleares do Oriente Médio, como Irã, Cazaquistão e Iraque.
Em julho de 2005, o IRA (Exército Republicano Irlandês) anunciou o fim das ações terroristas. Esse grupo sempre defendeu a reunificação da Irlanda e a separação do Reino Unido. Tal medida pode estar ligada:
- à possibilidade de o primeiro-ministro Tony Blair assinar a definitiva separação da Irlanda do Norte do Reino Unido e sua unificação com a República da Irlanda.
- à percepção de que os atos terroristas não levam a lugar nenhum, uma vez que, após quase cem anos, o IRA não conseguiu nenhum acordo com o governo britânico.
- à mudança do alto escalão do IRA, mais preocupado em manter acordos com guerrilheiros muçulmanos (Al-Qaeda) e colombianos (Farc).
- aos ataques muçulmanos a Londres, que teriam "roubado" do IRA o seu terreno de ação, aumentando a aversão às práticas do grupo irlandês.
- ao grupo unionista da Irlanda do Norte, liderado pelo pastor Ian Paisley, que vinha desmontando o grupo separatista.
As explosões nas embaixadas dos EUA em Nairóbi e Dar es-Salaam (1998) e os atentados de 11 de setembro de 2001 desviaram a atenção do mundo ocidental para os grupos radicais islâmicos fundamentalistas. A partir do texto, é correto afirmar que:
- no Islão, o código moral e as normas de comportamento são definidos pelo Corão, e a Guerra Santa contra o mundo ocidental é pregada por parte dos islâmicos fundamentalistas.
- segundo a tradição islâmica, a palavra Islão significa "pregação religiosa politeísta e idolatria às divindades em Meca", prática defendida pelos fundamentalistas.
- os conflitos têm raízes na pretensão da ONU de organizar, no Islão, um Estado centralizado nos moldes de Israel.
- todos os integrantes do fundamentalismo islâmico condenaram as ações terroristas contra os EUA.
- os fundamentalistas não aceitam a defesa do direito de livre-escolha religiosa e da conversão dos não islâmicos ao islamismo.
Na América do Sul, as FARC lutam há décadas para impor um regime marxista na Colômbia e são acusadas de envolvimento com o narcotráfico. Na Ásia, a Al Qaeda, criada por Osama bin Laden, defende o fundamentalismo islâmico e vê nos EUA e em Israel inimigos, tendo atacado o Pentágono e o World Trade Center em 2001. Conclui-se que:
- as ações guerrilheiras e terroristas usam métodos idênticos para alcançar os mesmos propósitos.
- o apoio internacional às FARC decorre do desconhecimento de suas práticas violentas.
- os EUA, mesmo sendo a maior potência do planeta, foram surpreendidos com ataques terroristas que atingiram alvos de grande importância simbólica.
- as organizações mencionadas identificam-se quanto aos princípios religiosos que defendem.
- tanto as FARC quanto a Al Qaeda restringem sua atuação à área geográfica em que se localizam.
Sobre a geopolítica mundial, afirma-se:
I. Atualmente, verificam-se práticas de terrorismo internacional como formas de contestação do poder do mundo Ocidental.
II. A criação do Sudão do Sul teve origem na guerra entre Chade e Sudão no século XXI.
III. As atividades ilícitas em rede, ampliadas pela globalização, ameaçam a soberania dos Estados-nação.
IV. O Estado Palestino mantém sua autonomia sobre a totalidade da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.
Estão corretas apenas as afirmativas:
- I e II.
- I e III.
- II e IV.
- III e IV.
Sobre as religiões e disputas étnicas na Europa, analise:
I. Existem na Europa muitas religiões; as com maior número de adeptos são as ligadas ao cristianismo e ao islamismo.
II. Os conflitos separatistas têm, na origem, questões religiosas e étnicas — como na Irlanda do Norte, no País Basco e nos Bálcãs.
III. Na França, a maioria se diz católica, mas há um número expressivo de ateus ou sem religião.
IV. As questões étnicas na Europa se misturam às econômicas; a aversão ao imigrante cresce com o aumento do desemprego.
V. O terrorismo é também uma expressão dos conflitos étnico-religiosos em suas manifestações mais radicais.
Assinale a alternativa correta:
- Somente as afirmativas I e V são verdadeiras.
- Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.
- Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
- Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
- Todas as afirmativas são verdadeiras.
Nos primeiros dias de setembro de 2004, no sul da Rússia, a cidade de Beslan foi assolada pelo terrorismo: uma escola foi ocupada por terroristas que fizeram mais de 1000 reféns. A principal motivação do grupo, ligada à causa separatista, reivindicava:
- inclusão da Chechênia na Comunidade dos Estados Independentes (CEI).
- ajuda militar russa às tropas chechenas na defesa de suas fronteiras.
- ajuda humanitária de Moscou às populações pobres das montanhas da Chechênia.
- anexação dos territórios vizinhos, como Azerbaijão e Geórgia, à Chechênia.
- saída das forças militares russas da Chechênia.
O Mediterrâneo virou o maior cemitério da Europa. A África é saqueada pelos países ocidentais, que depois não querem ver de perto o efeito de sua política. Os países europeus fecham suas fronteiras e ignoram que essas vítimas morrem tentando fugir da situação que eles criaram. (Claus Peter Reisch, 2018.)
No que se refere às relações entre países africanos e governos europeus, a avaliação de Reisch expressa a contradição entre os seguintes fatores:
- integração global e localismo étnico.
- herança imperialista e nacionalismo xenófobo.
- crise demográfica e modernização econômica.
- dinamização comercial e desqualificação laboral.
Em 2002, o presidente George Bush divulgou o documento "A estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos", conhecido como "Doutrina Bush", que em linhas gerais:
- fortaleceu a ONU como fórum para a discussão dos problemas relacionados ao terrorismo internacional.
- permitiu que países acusados de financiar atos terroristas fossem chamados a esclarecer sua conduta diante da comunidade internacional.
- reacendeu a rivalidade entre EUA e Rússia, que passaram a disputar áreas de influência como na Guerra Fria.
- forneceu ajuda financeira e econômica aos países acusados de abrigar terroristas, caso abandonassem tais práticas.
- fortaleceu as alianças dos EUA com outros Estados para derrotar o terrorismo no mundo, inclusive com intervenções militares.
Gabarito
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❓ Perguntas frequentes sobre Terrorismo
1. O que é terrorismo?
É o uso sistemático da violência ou da ameaça de violência, sobretudo contra civis, para espalhar medo e pressionar governos ou sociedades em nome de objetivos políticos, ideológicos ou religiosos.
2. Qual a diferença entre terrorismo e criminalidade comum?
A criminalidade comum busca, em geral, ganho financeiro; o terrorismo tem motivação política, ideológica ou religiosa e visa provocar terror e influenciar decisões, podendo agir tanto no plano nacional quanto internacional.
3. O que é fundamentalismo?
É a defesa de uma interpretação rígida e literal de textos ou princípios religiosos, políticos ou culturais. Em versões extremas, pode ser usado para justificar a violência — mas não se confunde com a religião em si nem com a maioria de seus fiéis.
4. O que foi a Al Qaeda?
Foi uma rede terrorista transnacional de orientação islâmica fundamentalista, fundada por Osama bin Laden no fim dos anos 1980. Ficou conhecida mundialmente pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA.
5. Quem foi Osama bin Laden?
Foi o fundador e líder da Al Qaeda. Nos anos 1980, chegou a ser apoiado indiretamente pelos EUA na luta contra a URSS no Afeganistão; depois tornou-se o principal inimigo dos EUA. Foi morto em 2011, no Paquistão.
6. O que aconteceu no 11 de setembro de 2001?
Terroristas da Al Qaeda sequestraram quatro aviões: dois atingiram as torres do World Trade Center, em Nova York; um atingiu o Pentágono; e o quarto caiu na Pensilvânia. Os atentados mataram cerca de 3 mil pessoas e mudaram a geopolítica mundial.
7. O que foi a "Guerra ao Terror"?
Foi a resposta dos EUA aos atentados de 2001, sob o governo George W. Bush, incluindo ataques preventivos e as invasões do Afeganistão (2001) e do Iraque (2003), além de medidas de restrição de direitos civis de suspeitos.
8. O que foi a Doutrina Bush?
Foi a estratégia de segurança dos EUA após 2001, que defendia ataques preventivos a países suspeitos de abrigar terroristas e o uso da força para combater o terrorismo, mesmo sem aval da ONU.
9. O que é o Estado Islâmico (EI/ISIS)?
É um grupo terrorista de orientação fundamentalista que se tornou conhecido a partir de 2014, ao dominar territórios na Síria e no Iraque e declarar um "califado". Ficou marcado por atentados em vários países e pela propaganda nas redes.
10. Qual a relação entre a Guerra do Afeganistão (1979-1989) e a Al Qaeda?
Durante a invasão soviética do Afeganistão, os EUA financiaram e armaram guerrilheiros islâmicos (mujahidin) para combater a URSS. Desse contexto surgiram redes e lideranças — como bin Laden — que depois formaram a Al Qaeda.
11. O que é a jihad?
É um termo islâmico que significa "esforço" e, na tradição, refere-se sobretudo ao esforço espiritual do fiel. Grupos extremistas distorcem o conceito para justificar a "guerra santa" e a violência — uso que a maioria dos muçulmanos rejeita.
12. O que foi o atentado ao Charlie Hebdo?
Foi um ataque terrorista em Paris, em janeiro de 2015, contra a redação do jornal satírico Charlie Hebdo, que havia publicado charges do profeta Maomé. Doze pessoas foram mortas. O episódio gerou o lema "Je suis Charlie", em defesa da liberdade de expressão.
13. O que é o Talibã?
É um grupo fundamentalista islâmico que governou o Afeganistão entre 1996 e 2001, abrigou a Al Qaeda e foi derrubado pela invasão dos EUA em 2001. Retomou o poder no Afeganistão em 2021.
14. O que foi o atentado de Beslan?
Em 2004, terroristas separatistas ligados ao conflito da Chechênia ocuparam uma escola em Beslan, no sul da Rússia, fazendo mais de mil reféns. O desfecho foi trágico, com centenas de mortos, muitos deles crianças. A reivindicação central era a saída das tropas russas da Chechênia.
15. O que é o IRA (Exército Republicano Irlandês)?
Foi um grupo paramilitar que lutava pela reunificação da Irlanda e pela separação da Irlanda do Norte do Reino Unido. Em 2005, anunciou o fim de suas ações armadas.
16. O que é o ETA (País Basco)?
Foi uma organização separatista basca (Pátria Basca e Liberdade) que usava a violência para reivindicar a independência do País Basco, na Espanha. Anunciou o fim de suas atividades em 2018.
17. O que são as FARC?
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia foram uma guerrilha de inspiração marxista que atuou por décadas no país, envolvendo-se com o narcotráfico. Assinaram um acordo de paz com o governo colombiano em 2016.
18. O que é o terrorismo de Estado?
É quando o próprio Estado usa o terror, a violência e a repressão contra a população ou grupos específicos para se manter no poder ou atingir objetivos políticos.
19. Qual a relação entre terrorismo e globalização?
A globalização facilitou a comunicação, os deslocamentos e as redes financeiras, permitindo que grupos terroristas atuem de forma transnacional, sem fronteiras, e usem a mídia e a internet para propaganda e recrutamento.
20. Como o terrorismo se relaciona com a crise migratória na Europa?
Guerras, perseguições e o terrorismo estão entre as causas que levam milhões de pessoas a migrar para a Europa. Ao mesmo tempo, atentados no continente alimentaram discursos xenófobos e o fechamento de fronteiras, num debate marcado por tensões.
Acesse nosso resumo sobre o Grupos terroristas - Al Qaeda
Da Guerra do Afeganistão (1979-1989) à formação da Al Qaeda
Al Qaeda
Osama Bin Laden era considerado um importante colaborador dos EUA contra os comunistas durante a Guerra do Afeganistão. Aliás, na década de 1980 a CIA (Agência Central de Inteligência) dos EUA financiou um grupo de guerrilheiros islâmicos com o qual Bin Laden estava envolvido e tinha vários amigos.
Antecedentes
Os EUA no contexto da “Guerra Fria”, se envolveu na guerra do Afeganistão. Ao lado do Reino Unido, Paquistão, Arábia Saudita e mesmo dos seus atuais rivais China e Irã, os EUA apoiaram os mujahideen em sua jihad (Guerra Santa). Porém, o principal interesse americano era o de expulsar os comunistas do território afegão.
A imagem acima retrata Osama Bin Laden como importante aliado durante a Guerra. Fato é que os americanos patrocinaram a guerrilha e indiretamente seus aliados, bem como injetou uma grande quantidade de recursos financeiros em sua capacitação para a Guerra.
Estima-se que ao longo da década de 1980 foram aplicados bilhões de dólares em armas, bem como em treinamentos para mais de 100 mil combatentes, dos quais aproximadamente 35 mil eram mulçumanos de 43 países islâmicos. A precursora Al-Qaeda estaria entre as beneficiadas, aliás, em 2004, a BBC britânica noticiou até que “bin Laden teve treinamento de segurança da CIA”.



