População e Demografia EsPCEx: 17 questões comentadas
Transição demográfica, migrações, IDH, Gini e pirâmide etária. Marque, corrija e entenda cada pegadinha com o gabarito comentado.
População e Demografia é um dos blocos mais cobrados na prova de Geografia da EsPCEx. Abaixo você resolve 17 questões oficiais (2010–2022) — marcando sua resposta e conferindo o gabarito comentado de cada uma — e depois revisa tudo com pegadinhas, quadro-resumo e FAQ.
📝 Questões de População e Demografia da EsPCEx
Os países desenvolvidos, de uma maneira geral, apresentam baixas taxas de crescimento demográfico, sobretudo em função do reduzido crescimento natural que desconsidera o saldo migratório. Com relação a esses países, é possível afirmar que
- aapresentam taxas de fecundidade similares à da maioria dos países subdesenvolvidos.
- bpermanecem na primeira fase da transição demográfica, com baixas taxas de mortalidade e de natalidade.
- capresentam taxas de fecundidade acima da taxa de reposição, ou seja, acima de 2 filhos por mulher.
- dvivem o auge da transição demográfica, com elevadas taxas de mortalidade e de natalidade que justificam o baixo crescimento.
- ea maior parte deles apresenta taxas de crescimento populacional muito baixas (geralmente inferior a 1%), nulas ou até negativas.
Os países desenvolvidos estão na fase final da transição demográfica: natalidade e mortalidade baixas, fecundidade abaixo da reposição (menos de 2,1 filhos por mulher) e crescimento vegetativo próximo de zero ou negativo. Por isso a única correta é a E. As demais invertem esse quadro (fecundidade alta, primeira fase, etc.).
“As migrações internacionais são um fenômeno diretamente associado à ‘era industrial’.” (Magnoli, p.464, 2005). Considerando a frase acima, leia as afirmativas a seguir:
I – Durante o século XIX, a Europa foi a mais importante zona de repulsão demográfica do globo. II – Atualmente, a União Europeia, em sua totalidade, configura a maior zona de atração de fluxos migratórios do mundo. III – Grande parte das migrações internacionais da atualidade tem causas econômicas. IV – No atual período de globalização, assim como o capital, os fluxos migratórios fluem sem empecilhos através das fronteiras nacionais. V – A África do Sul, importante economia industrial da África, é um país que recebe significativos fluxos migratórios de fundo econômico do continente.Assinale a alternativa correta.
- aII e IV
- bIV e V
- cI, II e III
- dI, III e V
- eII, III e V
I, III e V. No séc. XIX a Europa foi a grande zona de repulsão (emigração para as Américas); as migrações atuais têm sobretudo causas econômicas; e a África do Sul atrai migrantes econômicos do continente. II erra (nem toda a UE é atração — o leste é de repulsão) e IV erra (ao contrário do capital, as pessoas enfrentam fortes barreiras nas fronteiras).
Assinale a alternativa que apresenta características da dinâmica populacional de um país quando este conclui a sua transição demográfica.
- aAlta taxa de fecundidade e de mortalidade.
- bAlta taxa de natalidade e baixa taxa de mortalidade.
- cAlta taxa de fecundidade e baixa taxa de mortalidade.
- dBaixa taxa de fecundidade e alta taxa de mortalidade.
- eBaixa taxa de natalidade e de mortalidade.
Ao concluir a transição demográfica, o país estabiliza-se com natalidade e mortalidade baixas (letra E). É o padrão dos países desenvolvidos, com crescimento vegetativo próximo de zero.
Com relação à demografia e suas migrações internacionais no final do século XX e no início do século XXI, assinale a única alternativa correta.
- aA população estrangeira em países desenvolvidos diminuiu na década de 1990 em função da estagnação econômica e das políticas migratórias adotadas por esses países.
- bHá uma tendência de as migrações de africanos para a Europa terem como origem uma antiga colônia e como destino o país que a dominou. Isso explica o fato de mais de 90% dos argelinos que vivem na Europa residirem na Alemanha.
- cOs Estados Unidos compõem o maior polo de atração de migrantes no Mundo. Em função disso, é o país que possui o maior percentual de imigrantes, que compõem mais de 50% de sua população total.
- dEstá ocorrendo uma maior feminização do processo migratório. Em 2005, as mulheres já representavam quase a metade dos migrantes internacionais.
- eA maioria dos migrantes internacionais reside de forma ilegal no exterior. Esses clandestinos representavam mais de 180 milhões de pessoas em todo o Mundo no ano de 2000, segundo a ONU.
D. Uma marca das migrações contemporâneas é a feminização: em 2005 as mulheres já eram quase metade dos migrantes internacionais. B erra (argelinos migram para a França, não a Alemanha); C erra (imigrantes são cerca de 13–14% da população dos EUA, não mais de 50%); A e E trazem dados falsos.
“Em 1989, o coeficiente de Gini atingiu no Brasil um pico de 0,636. Depois disso, apresentou reduções quase constantes, registrando 0,543 em 2009.” O coeficiente de Gini é um importante indicador socioeconômico que revela em um país o grau de
- aescolaridade de sua população.
- bdesigualdade de renda.
- cdesenvolvimento humano da população.
- dqualificação de sua mão de obra.
- epobreza de sua população.
O coeficiente de Gini mede a desigualdade na distribuição de renda (letra B). Varia de 0 (igualdade perfeita) a 1 (desigualdade máxima); quanto mais alto, mais desigual.
“Nas últimas décadas do século XX, o número de migrantes internacionais aumentou de forma significativa […] por causa das disparidades econômicas entre os países.” (Conexões, Moderna, 2009). Sobre as migrações no contexto da globalização podemos afirmar que
I – a globalização tem facilitado as migrações, devido tanto à redução do custo dos transportes quanto à expansão dos meios de comunicação. II – embora os EUA e o núcleo mais próspero da União Europeia sejam as duas maiores zonas de atração de fluxos migratórios do mundo, países situados no Oriente Médio são os que possuem maior percentagem de imigrantes na população. III – a crescente necessidade de mão de obra imigrante por parte da Austrália tem levado esse País a estimular a imigração através de políticas imigratórias menos seletivas. IV – no México, o recebimento de remessas financeiras de seus milhares de emigrados constitui uma das maiores fontes de divisas do País. V – as restrições cada vez mais rígidas impostas pelos países desenvolvidos à imigração clandestina, aliada à constante vigilância de suas fronteiras, têm impedido o crescimento do número de imigrantes ilegais no mundo.Assinale a alternativa correta.
- aI e III
- bIII e IV
- cI, II e IV
- dII, III e V
- eI, IV e V
I, II e IV. A globalização facilita as migrações (I); os países do Golfo têm as maiores proporções de imigrantes na população (II); e as remessas são fonte vital de divisas para o México (IV). III erra (a Austrália mantém política seletiva) e V erra (as restrições não impediram o crescimento da imigração ilegal).
A curva de crescimento demográfico permite conhecer o estágio da transição demográfica das sociedades. A partir da análise da curva de crescimento da população mundial, pode-se afirmar que:
I – a humanidade, como um todo, percorre o último estágio da transição demográfica, considerando-se apenas as taxas médias de crescimento da população mundial. II – as taxas de natalidade apresentam nítido declínio, enquanto as taxas de mortalidade praticamente se estabilizam; contudo, na Europa, as taxas de mortalidade tendem a crescer um pouco. III – a quase totalidade dos países em desenvolvimento já exibe taxas de crescimento vegetativo iguais às dos países desenvolvidos. IV – a África ainda apresenta as taxas de natalidade mais elevadas do planeta, enquanto a Ásia já alcançou a média mundial de crescimento vegetativo. V – o Oriente Médio, assim como a Ásia e a América Latina, apresenta dinâmica de crescimento populacional que avança para o último estágio da transição demográfica.Assinale a alternativa correta.
- aI, III e IV
- bII, III e V
- cII, IV e V
- dI, II e IV
- eI, III e V
I, II e IV. A média mundial está no último estágio (I); a natalidade cai e a mortalidade se estabiliza, subindo um pouco na Europa envelhecida (II); e a África ainda tem a natalidade mais alta, com a Ásia já na média mundial (IV). III erra (nem todos os países em desenvolvimento igualaram os desenvolvidos) e V mistura regiões em estágios distintos.
O IDH é usado pelo PNUD para avaliar o nível de bem-estar social de um país. Sobre o IDH, podemos afirmar que
I – o cálculo desse índice é feito com base nos seguintes indicadores socioeconômicos: longevidade, nível de instrução e PIB per capita. II – tal como o coeficiente de Gini, os valores do IDH variam entre 0 e 1, e quanto mais próximos a zero, mais elevado será o IDH, isto é, melhores serão as condições de vida de um país. III – o Brasil possui um IDH que o classifica acima da média de muitos países em desenvolvimento, porém encontra-se ainda atrás de países como a Argentina e o Uruguai. IV – os IDHs apresentados pelos estados do Maranhão e de Alagoas, no Nordeste brasileiro, estão entre os piores do mundo, inferiores aos de países africanos, como Zimbábue e Lesoto.Assinale a alternativa correta.
- aI e III
- bII e IV
- cIII e IV
- dI, II e III
- eI, II e IV
I e III. O IDH combina longevidade, educação e renda (PIB per capita) (I) e o Brasil, embora acima de muitos países em desenvolvimento, fica atrás de Argentina e Uruguai (III). II erra: quanto mais próximo de 1 (não de zero), melhor o IDH. IV erra: nenhum estado brasileiro tem IDH inferior ao de países como Zimbábue e Lesoto.
“Os deslocamentos de população conhecidos como migrações podem ser gerados por necessidades internas […] ou por fatores externos […].” (Conexões, 2015). Sobre os deslocamentos internacionais de população, pode-se afirmar que
I – diversos fatores podem motivar as migrações, mas, atualmente, são os conflitos religiosos os maiores responsáveis pelos movimentos migratórios no mundo. II – países como Catar e Kuait, no Oriente Médio, desde a década de 1970, transformaram-se numa zona de forte atração migratória, principalmente de imigrantes de outros países asiáticos, para trabalharem nos campos de petróleo e em áreas como a construção civil, comércio e transportes. III – as baixas taxas de fecundidade, abaixo do nível necessário para reposição populacional, e a necessidade de mão de obra não qualificada nos países europeus têm posto fim às políticas migratórias restritivas nesse continente. IV – os EUA são o país com o maior número de imigrantes internacionais, atraídos pelas possibilidades de emprego; por outro lado, é dos países asiáticos a maior parte dos emigrantes que deixa seus países em busca de melhores condições de vida. V – uma das vantagens dos imigrantes em situação irregular é que conseguem desfrutar dos serviços de saúde e educação do país de destino, como qualquer cidadão.Assinale a alternativa correta.
- aI e V
- bII e IV
- cI, III e IV
- dII, III e V
- eI, II e V
II e IV. Os países do Golfo atraem trabalhadores asiáticos desde os anos 1970 (II) e os EUA lideram em número de imigrantes, sendo a Ásia a principal origem de emigrantes (IV). I erra (a maior causa é econômica, não religiosa); III erra (a Europa não pôs fim às políticas restritivas); V erra (o imigrante irregular não tem pleno acesso a serviços).
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Embora a maioria dos brasileiros viva na cidade em que nasceu, o volume de migrantes internos é enorme, especialmente entre a PEA. Sobre as migrações internas brasileiras, pode-se afirmar que
I – a maior dinâmica industrial da Região Sudeste, em relação às demais, provocou, segundo os últimos censos, o aumento das migrações inter-regionais e uma significativa redução dos movimentos intrarregionais. II – na década de 2000, as chamadas cidades médias, com até 500 mil habitantes, especialmente as da Região Centro-Oeste, apresentaram crescimento populacional muito mais vigoroso do que as grandes cidades, tornando-se grande polo de atração populacional. III – a partir da década de 1990, a Região Metropolitana de São Paulo registrou êxodo migratório por conta das chamadas migrações de retorno, contudo o Estado de São Paulo ainda apresenta saldo migratório positivo. IV – a expansão da fronteira agrícola e do agronegócio na Região Sul faz desta a região com o maior percentual de residentes não nascidos em seu interior. V – as migrações pendulares diárias nas metrópoles ocorrem entre o núcleo urbano central e os núcleos situados no seu entorno, fisicamente integrados entre si, o que não é possível ocorrer entre núcleos que estão apenas funcionalmente integrados.Assinale a alternativa correta.
- aII e III
- bII e IV
- cI, III e IV
- dI, III e V
- eI, II e V
II e III. As cidades médias (com destaque para o Centro-Oeste) cresceram mais que as grandes metrópoles (II) e a RM de São Paulo teve migração de retorno, mas o estado mantém saldo positivo (III). As demais trazem afirmações incorretas sobre as dinâmicas inter/intrarregionais e a fronteira agrícola.
Observe a tabela abaixo, que mostra a evolução das taxas de fecundidade no Brasil:

Dentre os reflexos dessa realidade, na demografia brasileira, pode-se destacar a redução
I – da população brasileira, em termos absolutos, a partir de 2010. II – da proporção de jovens no conjunto da população brasileira. III – da taxa de natalidade e o aumento da mortalidade infantil. IV – do crescimento vegetativo. V – das taxas de reposição populacional, que, atualmente, já se apresentam abaixo do nível de reposição.Assinale a alternativa correta.
- aI, II e V
- bI, III e IV
- cII, III e IV
- dI, III e V
- eII, IV e V
II, IV e V. A queda da fecundidade reduz a proporção de jovens (II), diminui o crescimento vegetativo (IV) e leva a fecundidade para abaixo do nível de reposição (V). I erra (a população ainda crescia em termos absolutos após 2010) e III erra (a mortalidade infantil caiu, não aumentou).
“Desenvolvimento sustentável refere-se a um modelo […] que busca conciliar o crescimento da economia com a conservação do meio ambiente […].” (Terra & Araújo, 2015). Na perspectiva do desenvolvimento sustentável, a principal ameaça ao ambiente global é o(a)
- aacelerado crescimento da população dos países mais pobres, elevando substancialmente o consumo dos recursos naturais e a emissão de gás de efeito estufa.
- bdistribuição desigual dos recursos naturais entre as diferentes regiões do globo, acarretando o uso espoliativo desses recursos, principalmente por parte das nações mais carentes.
- cdisseminação dos padrões de produção e consumo vigentes, sobretudo nos países mais ricos, os quais acarretam, por exemplo, elevado consumo de recursos naturais e grande poluição do ar e dos recursos hídricos.
- drecusa dos países desenvolvidos e emergentes em realizar investimentos em matrizes energéticas renováveis em virtude da baixa relação custo-benefício.
- eausência de um consenso entre os membros da comunidade científica mundial acerca das verdadeiras causas do aquecimento global.
C. A maior ameaça ambiental é o padrão de produção e consumo dos países ricos, responsável pelo alto consumo de recursos e pela maior parte da poluição. A alternativa A cai na visão (equivocada) de culpar o crescimento populacional dos países pobres.
No Brasil observa-se nítido processo de transição demográfica, especialmente nas duas últimas décadas, cujos censos do IBGE revelam
I – aumento da taxa de mortalidade infantil associado à carência dos serviços públicos essenciais no País. II – estreitamento do corpo da pirâmide etária como resultado da significativa redução do número de jovens. III – o ingresso do Brasil no período de passagem da chamada “janela demográfica” devido ao significativo aumento percentual da população em idade ativa no País. IV – aumento do número de óbitos associado ao crescimento absoluto da população e ao aumento da participação percentual de idosos no conjunto total dela. V – redução da fecundidade, para nível inferior ao preconizado pela ONU como taxa de reposição, e aumento da esperança de vida da população.Assinale a alternativa correta.
- aI, II e IV
- bI, III e IV
- cI, II e V
- dII, III e V
- eIII, IV e V
III, IV e V. O Brasil vive a janela demográfica (mais gente em idade ativa) (III), tem aumento de óbitos ligado ao envelhecimento (IV) e fecundidade abaixo da reposição com maior esperança de vida (V). I erra (a mortalidade infantil caiu) e a base da pirâmide, não o corpo, é que se estreita.
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Observe o gráfico a seguir, que mostra a evolução da participação dos grupos de idade na população brasileira (1940–2050). Com base no gráfico e nos conhecimentos sobre a demografia brasileira, pode-se afirmar que:
I – o aumento da participação de adultos e idosos no conjunto total da população é fruto da redução do número de óbitos.
II – a queda da proporção de crianças no conjunto total da população brasileira está fortemente relacionada às elevadas taxas de mortalidade infantil que assolam o País.
III – do ponto de vista demográfico, o Brasil vive uma fase favorável ao crescimento econômico, pois, com a redução das taxas de natalidade, houve uma redução da razão de dependência.
IV – ao final da década de 2030, a população brasileira deverá parar de crescer e logo sofrer redução, pois o número de óbitos tenderá a ser maior do que o número de nascimentos.
V – a pressão demográfica observada atualmente no crescimento populacional revela a necessidade de aumento do número de vagas nas escolas e de leitos hospitalares.
Assinale a alternativa correta.
- aI e III
- bI e II
- cIII e IV
- dIII e V
- eII, IV e V
III e IV. A queda da natalidade reduz a razão de dependência, abrindo uma fase favorável ao crescimento econômico (III), e por volta do fim da década de 2030 a população deve parar de crescer e começar a diminuir (IV). I erra (o envelhecimento decorre sobretudo da queda da natalidade, não da redução de óbitos) e II erra (a mortalidade infantil caiu).
“O deslocamento de pessoas entre países, regiões, cidades etc. é um fenômeno antigo, amplo e complexo […].” (Sene & Moreira, 2012). Sobre os fluxos migratórios contemporâneos, considere:
I – Em termos quantitativos, a maior parte dos deslocamentos humanos se refere à saída de migrantes dos países pobres e emergentes em direção aos desenvolvidos. II – Na última década, a América Latina e o Caribe contribuíram com o maior contingente de emigrantes, seguidos pela África setentrional. III – Países do Oriente Médio, como Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Kuwait recebem muitos migrantes oriundos do sul da Ásia (Paquistão, Índia e Filipinas). IV – A “drenagem de cérebros” é um grande problema para os países de origem desses fluxos, pois afeta a sua capacidade tecnológica, comprometendo o seu desenvolvimento.Assinale a alternativa correta.
- aI e II
- bI e III
- cII e III
- dII e IV
- eIII e IV
III e IV. Os países do Golfo recebem grande fluxo de trabalhadores do sul da Ásia (III) e a “fuga de cérebros” prejudica o desenvolvimento dos países de origem (IV). I erra (a maior parte das migrações ocorre Sul–Sul, entre países em desenvolvimento) e II erra (a Ásia, não a América Latina, lidera o contingente de emigrantes).
O censo do IBGE de 1970 revelou pela primeira vez que passamos a ser um país predominantemente urbano. A respeito da urbanização nacional, é correto afirmar que:
I – A urbanização ocorreu de forma acelerada, concentrada e apoiada no êxodo rural, simultaneamente ao vigoroso processo de industrialização verificado no Pós-Segunda Guerra. II – Problemas em comum de infraestrutura viária, abastecimento de água, saneamento, coleta de lixo, dentre outros, resultaram na criação das regiões metropolitanas no início da década de 1970. III – Atualmente, o Centro-Oeste é a terceira região mais urbanizada do País, basicamente em função de três fatores: a fundação de Brasília, a construção de grandes eixos rodoviários e a acentuada mecanização das lavouras. IV – Os critérios adotados pelo IBGE para definir o grau de urbanização seguem padronização internacional, não havendo divergência em relação aos utilizados pela OCDE.Assinale a alternativa correta.
- aI e II
- bI e III
- cII e III
- dII e IV
- eIII e IV
I e II. A urbanização brasileira foi acelerada e concentrada, apoiada no êxodo rural e simultânea à industrialização do pós-guerra (I); e as regiões metropolitanas foram criadas em 1973 diante dos problemas comuns de infraestrutura (II). III erra: o Centro-Oeste é a 2ª região mais urbanizada, não a 3ª. IV erra: os critérios do IBGE para definir “urbano” são administrativos e divergem dos padrões internacionais/OCDE.
“Segundo essa teoria, o alto crescimento demográfico seria uma das principais causas da generalização da pobreza em regiões subdesenvolvidas. […] Logo o controle da natalidade seria a resposta para o desenvolvimento.” (Conexões, 2015). A teoria demográfica descrita no enunciado refere-se à
- aNeomalthusiana.
- bMalthusiana.
- cTransição Demográfica.
- dReformista.
- eSistematizada.
A — Teoria Neomalthusiana. Ela associa a pobreza dos países subdesenvolvidos ao alto crescimento populacional e defende o controle da natalidade como caminho para o desenvolvimento. Difere da malthusiana clássica (que falava em produção de alimentos) e da reformista (que inverte a lógica: a pobreza é que gera o alto crescimento).
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| Conceito | Em uma frase |
|---|---|
| Transição demográfica | Passagem de natalidade e mortalidade altas para baixas. |
| Crescimento vegetativo | Natalidade − mortalidade (sem contar migrações). |
| Taxa de reposição | ~2,1 filhos por mulher para manter a população. |
| Coeficiente de Gini | Desigualdade de renda (0 a 1; alto = mais desigual). |
| IDH | Longevidade + educação + renda (0 a 1; perto de 1 = melhor). |
| Janela demográfica | Muita gente em idade ativa e baixa razão de dependência. |
| Neomalthusiana | Controle da natalidade como saída para o desenvolvimento. |
| Reformista | A pobreza gera o alto crescimento; reforma social é a saída. |
| Migração pendular | Deslocamento diário casa–trabalho nas metrópoles. |
| Feminização | Mulheres já são cerca de metade dos migrantes do mundo. |
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❓ Perguntas frequentes sobre População e Demografia
O que mais cai de População e Demografia na EsPCEx?
Transição demográfica, migrações internacionais, indicadores (IDH e coeficiente de Gini), estrutura etária (pirâmides e janela demográfica) e teorias demográficas. Migrações e transição demográfica são os campeões de incidência nas provas.
O que é a transição demográfica?
É o processo de passagem de altas taxas de natalidade e mortalidade para taxas baixas. Costuma ser dividida em fases: começa com queda da mortalidade (crescimento acelerado) e termina com queda da natalidade e crescimento vegetativo próximo de zero.
Qual a diferença entre teoria malthusiana e neomalthusiana?
Malthus (clássico) dizia que a população cresceria mais rápido que a produção de alimentos. A teoria neomalthusiana, do século XX, associa a pobreza dos países subdesenvolvidos ao alto crescimento populacional e defende o controle da natalidade.
O que diz a teoria reformista?
A teoria reformista inverte a lógica neomalthusiana: não é o crescimento populacional que gera a pobreza, e sim a pobreza e a má distribuição de renda que geram o alto crescimento. A solução seria reformas socioeconômicas, não o controle de natalidade.
O que é o coeficiente (ou índice) de Gini?
É um indicador da desigualdade na distribuição de renda. Varia de 0 a 1: quanto mais próximo de 0, mais igualitária a distribuição; quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade.
Como funciona o IDH e quais indicadores ele usa?
O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), do PNUD, combina três dimensões: longevidade (expectativa de vida), educação (nível de instrução) e renda (PIB per capita). Varia de 0 a 1 — quanto mais próximo de 1, melhor.
O que é a janela demográfica (ou bônus demográfico)?
É o período em que a proporção de pessoas em idade ativa é alta e a razão de dependência (crianças + idosos sobre a PEA) é baixa. É uma fase considerada favorável ao crescimento econômico.
O que é crescimento vegetativo?
É a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade, sem considerar as migrações. Quando a natalidade cai abaixo da mortalidade, o crescimento vegetativo torna-se negativo.
O que é taxa de reposição populacional?
É o número médio de filhos por mulher necessário para manter a população estável, em torno de 2,1. Abaixo desse valor, a população tende a diminuir a longo prazo — situação já observada no Brasil.
Quais são os principais tipos de migração?
Externas (internacionais) e internas (dentro do país). As internas incluem êxodo rural, migrações inter-regionais, migrações de retorno e as migrações pendulares (deslocamentos diários casa–trabalho nas metrópoles).
Por que se diz que há uma feminização das migrações?
Porque a participação das mulheres nos fluxos migratórios internacionais cresceu muito: já em 2005 elas representavam quase metade dos migrantes do mundo, muitas vezes migrando de forma autônoma em busca de trabalho.
O que é a fuga (ou drenagem) de cérebros?
É a emigração de profissionais qualificados dos países pobres para os ricos. Prejudica o desenvolvimento dos países de origem, que perdem mão de obra especializada e capacidade tecnológica.
Por que os países do Golfo (Catar, Emirados, Kuwait) atraem tantos migrantes?
Por causa da riqueza do petróleo e das obras de infraestrutura e construção civil. Recebem grande fluxo de trabalhadores do sul da Ásia (Índia, Paquistão, Filipinas) e têm as maiores proporções de imigrantes na população.
A maior parte das migrações do mundo é Sul–Norte?
Não. Em termos quantitativos, boa parte das migrações é Sul–Sul (entre países em desenvolvimento). A imagem do migrante que sempre vai do país pobre para o rico é uma simplificação que costuma virar pegadinha.
Qual a diferença entre migração pendular e migração de retorno?
A migração pendular é o deslocamento diário entre cidades integradas (ex.: morar na periferia e trabalhar no núcleo metropolitano). A migração de retorno é quando o migrante volta à sua região de origem, como ocorreu de São Paulo para o Nordeste.
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